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Economia
Quinta - 03 de Dezembro de 2020 às 10:23
Por: Da Assessoria

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio em Mato Grosso (IPF-MT) apontou que, no mês de novembro, 70% das famílias em Cuiabá estão endividadas. No mês anterior, esse número era de 71,2%. No comparativo anual, contudo, o indicador acumulou aumento de 6,7 pontos percentuais.

Desse total, o que chama a atenção é a constante queda no número de famílias que estão inadimplentes, ou seja, que não conseguiram honrar suas obrigações financeiras, tanto para aquelas que possuem contas em atraso, saindo de 42,4% em junho para 35,1% em novembro, quanto para aquelas que não terão condições de pagar, que registrou 17,2% também em junho e passou para os atuais 12,6%.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destaca que a recuperação da economia, atrelada à disponibilidade do acesso a recursos com custos mais baixos, contribuiu para o acerto de contas das famílias. “Apesar dos problemas vivenciados com o início da pandemia, a retomada na geração de emprego, por exemplo, tem contribuído no controle dos gastos das famílias”.

O principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito, envolvendo 71,7% das famílias endividadas – o terceiro aumento consecutivo da pesquisa. O uso de carnês, que aparece em seguida, apresentou queda no mês, atingindo 36,8%. No comparativo com o mesmo período do ano passado, houve aumento no uso dessas duas modalidades de consumo, quando alcançavam 69,9% e 32,7% das famílias, respectivamente.

O tempo comprometido com dívidas apresentou mais um recuo – a quarta consecutiva. São 6,6 meses, em média, vinculados a uma dívida parcelada. Já no mês anterior, eram sete meses nesta condição e 7,4 meses se comparado com novembro de 2019.

Com relação à parcela da renda comprometida com dívida, a pesquisa atual registrou mais um recuo – o quinto seguido – e corresponde a 22,3% da renda familiar. O percentual atual se aproxima do registrado em novembro passado, de 20,9%, situação considerável aceitável, não ultrapassando 30%.





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