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Sexta - 20 de Maio de 2022 às 08:07

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VGN/Divulgação
Complexo industrial da Marfrig em Várzea Grande; no detalhe, Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da marca
Complexo industrial da Marfrig em Várzea Grande; no detalhe, Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da marca

A Marfrig, desde que assumiu complexo industrial de Várzea Grande, em abril de 2019, realizou investimentos na ordem de R$ 350 milhões, aumentando sua capacidade produtiva e gerando empregos, passando de 1.586 colaboradores, à época da aquisição, para mais 3.300 colaboradores em 2022.

Neste período, a capacidade de abate da unidade foi ampliada de 1.000 cabeças/dia para mais de 2.000 cabeças/dia. Já o volume de produção de industrializados saltou de 2.500 toneladas/mês para 7.000 toneladas/mês.

Segundo Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da Marfrig, mesmo com o complexo industrial de Várzea Grande sempre ter contado com estrutura de graxaria, atividade esta devidamente licenciada e autorizada pelos órgãos competentes, desde a aquisição da unidade pela Marfrig, foi identificado que os equipamentos ali existentes se encontravam obsoletos e inadequados para plano de crescimento e investimento em Várzea Grande.

“Desta forma, a Marfrig decidiu realizar investimento para a substituição dos antigos equipamentos e melhoria das estruturas da Graxaria, com orçamento de cerca de R$ 50 milhões, com capacidade de processamento de 600.000 kg de resíduos por dia, que englobam o beneficiamento de subprodutos provenientes do abate de bovinos, e conta com duas linhas, sendo elas: linha de beneficiamento de sangue, para produção de farinha de sangue, e linha de beneficiamento de subprodutos sólidos (ossos e demais tecidos) para produção de farinha e sebo”, afirmou.

Segundo ele, os equipamentos adquiridos pela Marfrig estão entre os mais modernos na atualidade. Uma das características é que o projeto contempla um sistema de condensação, absorção (lavadores de gases) e biofiltragem que busca eliminar em até 100% os gases odoríferos provenientes da Graxaria.

“Ainda, vale mencionar que a implantação da Graxaria, na cidade de Várzea Grande, gerará cerca de 60 empregos diretos e 180 indiretos, bem como aumentará a arrecadação de impostos para a cidade”, afirmou Pianez.

Aspectos Ambientais

Ele explicou que atualmente os subprodutos provenientes do abate, os quais serão objeto do processamento da Graxaria, são adquiridos e processados por empresa terceirizada.

“Portanto, o ganho ambiental consistirá no fato de não haver mais necessidade de transportar os subprodutos a qualquer outra localidade para processamento, como é feito hoje”, disse.

“O tratamento dos subprodutos no Complexo de Várzea Grande acarretará na redução mensal de mais de 1.200 viagens, reduzindo emissões de CO2, bem como menor tráfego viário na cidade, evitando-se, assim, o risco de acidentes ou até eventual derramamento de tais materiais em vias públicas”, completou.

O diretor da Marfrig ressaltou que referente à questão de emissão de gases odoríferos provenientes do processo de Graxaria, o relatório de gestão de riscos ambientais, juntado ao processo de licenciamento, aponta que a redução de odores ficará próxima aos 100%.

“Portanto, fica evidente que serão instalados equipamentos aderentes às normas recomendas no Guia da CETESB, que é uma referência na matéria em questão, capazes de remover a carga odorífera da Graxaria, o que revela o zelo e a preocupação da Marfrig em operacionalizar o processamento dos resíduos da Graxaria com a mais alta tecnologia”, afirmou.





Fonte: Midia News

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