Câncer de pâncreas é silencioso e agressivo, alerta médico
Descobrir o câncer é um susto para todo paciente e família. Não é para menos, a doença é muito agressiva e nem sempre os tratamentos disponíveis conseguem a cura. Mas, vale sempre destacar que quanto antes descoberta, maior a chance de cura e menor o sofrimento ao doente. Porém, alguns tipos são silenciosos e se mostram só em estágios mais avançados, como é o que atinge o pâncreas.
Na manhã desta sexta-feira (10), a primeira-dama Virginia Mendes comunicou que faz tratamento contra câncer de pele e que, na semana que vem, irá passar por cirurgia para remoção de tumor cancerígeno no pâncreas.
O Gazeta Digital falou com o médico oncologista Cleberson Queiroz, que explicou um pouco sobre a doença, prevenção e tratamento. O médico é doutor pela Oncologia na Universidade de Liverpool e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Ele explica que o câncer de pâncreas é um dos mais agressivos por não demonstrar sintomas. Por ser um órgão revestido por outros, ele sofre com a doença, mas não são observados sinais físicos, diferente do de pele ou de mama, quando é possível perceber quando algo não está normal.
“É importante destacar que existem alguns tipos de câncer de pâncreas. Os mais comuns são os mais agressivos e assintomáticos. Já os mais raros mostram sinais, como a hipoglicemia. Em casos mais avançados, os sinais observados são dor abdominal e tom de pele mais amarelado”, esclarece.
O médico afirma que nem exames de sangue mostram alterações que possam sugerir a doença e não há uma “causa”. Alguns estudos relacional tabagismo entre pacientes oncológicos, mas este não é um fator determinante. Ou seja, não há uma maneira conhecida sobre o que provoca a doença e maneira de reduzir as chances de desenvolvimento da mesma. É uma loteria.
“Nestes casos, o tratamento envolve cirurgia e ela é muito maior que em outros tipos de câncer, como de intestino por exemplo. Aqui é preciso mexer em vários outros órgãos, até acessar o pâncreas, que fica muito escondido dentro do corpo. Depois, é comum que o paciente passe por quimioteraria”, relata.
Segundo o médico, o pâncreas tem duas funções principais. Uma delas é a produção de hormônios para o bom funcionamento do corpo e a outra é gerar suco digestivo. Pessoas que passaram por operação e removeram parte do órgão comprometido podem viver bem com a parte saudável e em alguns casos é necessária a suplementação para completar o que o órgão não consegue suprir mais.
Importante lembrar que a matéria tem o intuito de informar sobre a doença e não tem qualquer avaliação ou relação com o quadro da primeira-dama, que faz acompanhamento em São Paulo.
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