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Comportamento
Quarta - 31 de Dezembro de 2025 às 17:09
Por: Jolismar Bruno/Primeira Página

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Figuras públicas se mobilizam em campanha pelo fim da violência contra a mulher no Brasil, que soma mais de 1.000 feminicídios em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ações nas redes sociais visam conscientizar os principais causadores da violência doméstica: os homens.


Selo BastaHomens se mobilizam pelo fim da violência contra à mulher. – Foto: Primeira Página

O ator Rômulo Estrela, no ar como Paulinho na novela Três Graças da TV Globo, publicou um vídeo no Instagram levantando um alerta urgente que os homens precisam se posicionar contra a violência às mulheres.

“A gente tem que começar a se envergonhar do que está acontecendo. As mulheres já fizeram de tudo, já se educaram, se letraram. As mulheres pediram, elas exigiram, elas estão gritando, estão se manifestando, indo às ruas. Agora é com a gente, homens, porque não dá mais!”, começou o vídeo.

O ator destacou que o país chegou em um momento insuportável diante de tantos casos de feminicídio. Veja abaixo:

Recentemente, a morte de Tainara Souza Santos, de 31 anos, repercutiu em todo o país. Ela foi atropelada e arrastada na Marginal Tietê, por um homem de 26 anos que ela se relacionou, mas ele não aceitava o fim. Ela ficou internada por 25 dias, teve as pernas amputadas e não resistiu.

Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (UB) declarou que os homens precisam aprender a respeitar as mulheres. Para o chefe do Executivo mato-grossense, não basta não ser um agressor, mas que é preciso ser uma voz atuante, ensinando os filhos a respeitar as mulheres, a denunciar a violência e a não normalizar esses crimes bárbaros.

“Homens covardes, fracos, medíocres, que resolver usar de sua supremacia física para praticar violência e cometer crimes bárbaros”, destacou.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, 52 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado neste ano. A maioria dos crimes foi praticado por companheiros das mulheres dentro das próprias casas. Mulheres pardas com escolaridade até o Ensino Fundamental foram as mais mortas. A faca foi o objeto mais usado.

Conscientização é o melhor caminho

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pesquisadora sobre raça e gênero, Neala Machado, destacou a importância da legislação brasileira em defesa das mulheres, mas destacou que ainda é necessário a conscientização principalmente dos homens.

“A conscientização só é feita a partir da educação, mas essa problemática precisa vir dos homens. Os homens precisam começar a repensar porque existe a conotação de que as mulheres precisam ensinar. Não! Os homens precisam pensar e repensar sobre si”, afirmou.

Neala ainda destacou que o Poder Público também pode colaborar na educação dos homens com programas de reeducação, citando exemplos de São Paulo.

Onde buscar ajuda e denunciar a violência contra a mulher

Telefones, aplicativos e órgãos públicos que atuam na proteção das vítimas em Mato Grosso.

📞Telefones

  • Disque 180 — Central de Atendimento à MulherAtendimento 24h, gratuito e anônimo. Orienta e encaminha para a rede de proteção.Ligar 180
  • 190 — Polícia MilitarEmergências ou flagrante. Acionamento imediato.Ligar 190
  • 197 — Polícia CivilDenúncias e informações sobre casos em investigação.Ligar 197
  • 181 — Disque Denúncia (Sesp-MT)Canal anônimo. Também disponível on-line.Ligar 181E-Denúncias

Em risco imediato, ligue 190.

🏢Atendimento presencial

  • Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DEDM)Unidades em Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios. Consulte endereços no site da Polícia Civil.Polícia Civil MT
  • Delegacias da Polícia CivilEm cidades sem DEDM, qualquer delegacia registra boletim por violência doméstica.

📱Aplicativos

  • SOS Mulher MT — Botão do Pânico VirtualPara mulheres com medida protetiva deferida. Procure “SOS Mulher MT” na loja do celular.
  • SOS Mulher (nacional)Acionamento rápido da PM em risco iminente (disponibilidade varia por estado).

🛡️Rede de proteção

  • Patrulha Maria da Penha (PMMT)Acompanha o cumprimento das medidas protetivas e realiza visitas às vítimas.
  • Ouvidoria da Mulher (TJMT)Canal do Judiciário para acolhimento e encaminhamento de demandas.TJMT
  • Defensoria Pública de Mato GrossoApoio jurídico gratuito às vítimas.Defensoria MT
  • Ministério Público de Mato GrossoRecebe denúncias e acompanha casos.MPMT




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