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Agronegócios
Sexta - 02 de Janeiro de 2026 às 14:22
Por: Nagera Dourado/Primeira Página

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A colheita do café no Brasil começa só no mês de maio, mas já há boas expectativas rondando o setor para este ano. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/ Usp) apontam que a safra 26/27 se desenvolve em condições climáticas mais favoráveis do que as últimas cinco safras, quando a produção cafeeira foi impactada por adversidades climáticas.

cafeCondições climáticas da safra 26/27 são favoráveis ao café – Foto: Reprodução

Segundo consultorias do Cepea, a produção da safra 26/27 deve atingir 70 milhões de sacas, somando as variedades arábica e robusta. Mesmo com as boas expectativas, segundo o órgão, o início do ano deve apresentar estoques apertados e com menos café disponível no mercado, os preços devem se manter em alta.

Mato Grosso já vem apresentando bons números de cafeicultura e está entre os dez estados mais produtores. Dados do último boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção de café em Mato Grosso em 2025 apresentou um crescimento de 3,8%, alcançando o volume recorde de 278,7 mil sacas beneficiadas.

Segundo o documento, o crescimento é resultado do aumento das áreas plantadas, em 1,9% de hectares em relação à safra passada, clima mais favorável, aumento do uso de fertilizantes e a maior participação de materiais clonais de maior eficiência agronômica.

Há cinco anos, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) coordena o Projeto de Validação de Clones de Coffea canephora, que avalia o desempenho produtivo, a resistência e a estabilidade de clones do Robusta Amazônico em diferentes regiões do Estado. O estudo tem mostrado alta produtividade da variedade desenvolvida em Mato Grosso.

Colniza, Juína, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Cotriguaçu, lideram o ranking da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) de municípios com mais produção. Colniza, alcançou uma produtividade de 22 a 23 sacas por hectare, aproximando Mato Grosso da média nacional que é de 30 sacas por hectare. Em lavouras tecnificadas, a produtividade potencial indicada pela Embrapa chega a 50 sacas por hectare.

Segundo a Seaf-MT, o desempenho do Estado é fruto de investimentos no setor. De acordo com o órgão, entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 4,4 milhões na cafeicultura, com a entrega de mais de 2,6 milhões de mudas, pesquisas e maquinários.





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