Bandido usou canivete para matar motorista de app. E filmou crime Ackel Lopes de Campos, 20, foi preso na sexta (9), em Juara. Crime ocorreram em 2024, na Grande Cuiabá
Akcel Lopes Campos, 22 anos, integrava uma associação criminosa que executou três motoristas de aplicativo, no ano passado, em Cuiabá e em Várzea Grande (área metropolitana).
Ele foi preso na tarde da última sexta-feira (9), na cidade de Juara (710 km ao Norte de Cuiabá), durante uma operação da Polícia Civil.
Akcel já vinha sendo monitorado até ser encontrado e preso, em um estabelecimento comercial.
No momento da prisão, informalmente, ele confessou a participação nos crimes.
Nesta segunda-feira (12), em entrevista coletiva, o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou que o bandido, o último homem preso envolvido na série de latrocínios, filmava os assassinatos.
O policial classificou os crimes como “ritual de barbaridade”.
“Em uma das execuções, segundo consta nas investigações, a faca que ele portava quebrou. Aí, ele usou um canivete da própria vítima para cometer o crime", contou o delegado.
Disse também que Ackel filmou o crime, para divulgar a algum comparsa ou outro envolvido de forma imediata.
“Então, vocês veem a crueldade desse criminoso, que, embora jovem, era capaz de fazer todo esse ritual de barbaridade”, afirmou o delegado.
OS LATROCÍNIOS - Os crimes ocorreram em abril de 2024.
As vítimas foram identificadas como Márcio Rogério Carneiro, de 34 anos; Elizeu Rosa Coelho, de 58 anos; e Nilson Nogueira, de 42 anos.
Elas desapareceram entre os dias 11 e 14 de abril, após saírem de casa para trabalhar, no período noturno, em Cuiabá e Várzea Grande.
Segundo o delegado Caio Albuquerque, a partir de uma ideia em conjunto, os criminosos decidiram matar um motorista de aplicativo por dia.
“Conforme eles mesmos disseram, cismaram que tinha que morrer um motorista por dia e assim começaram a fazer”, afirmou.
No dia 10 de abril, a quadrilha fez a primeira abordagem, mas decidiu poupar a vida do motorista.
No dia 11, aconteceu a primeira morte; no dia 13, a segunda; e, no dia 14, a terceira.
“Em uma dessas empreitadas, ao dispensar o veículo, com a eficiência das câmeras Vigia Mais, as equipes aqui do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, que já estavam no encalço, localizaram e começaram a identificação desses envolvidos”, explicou o delegado.
Após a prisão e apreensão dos envolvidos, os policiais civis localizaram os corpos de duas vítimas: Márcio e Elizeu, no bairro Jardim Petrópolis e em um lixão próximo do Capão do Pequi, ambos em Várzea Grande.
Já o corpo de Nilson foi localizado em uma área no Distrito de Bonsucesso, na mesma cidade.
PRISÕES - Na época dos crimes, duas pessoas (um homem e uma mulher) foram presas e dois menores foram apreendidos por participação nos latrocínio e oculação dos cadáveres dos três motoristas de aplicativos.
O adulto de 20 anos foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo majorado pelo concurso de pessoas, por restringir a liberdade das vítimas, grave ameaça com emprego de arma branca e resultado morte; ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Os dois adolescentes, ambos de 15 anos, foram autuados por atos infracionais análogos aos crimes de roubo majorado e ocultação de cadáver.
Três dias depois, uma mulher, identificada como a pessoa responsável por solicitar as corridas por meio do aplicativo e também como quem, posteriormente, arrumaria os compradores para os veículos roubadoss das vítimas, também foi identificada e teve o mandado de prisão cumprido.

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