Lúdio compara gasto com roda-gigante ao valor da Santa Casa
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, na quinta-feira (15), o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) comparou o valor gasto pelo governo do Estado com a roda-gigante do Parque Novo Mato Grosso com o valor mínimo de leilão para a aquisição da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Segundo ele, “o Estado tem recurso suficiente para comprar o prédio”.
“A roda-gigante do Parque Novo Mato Grosso custou R$ 70 milhões. A Santa Casa, para o Estado assumir em definitivo, custa R$ 34 milhões. É menos da metade do custo da roda-gigante para termos um hospital estadual em definitivo, um prédio histórico, um hospital histórico e um patrimônio da nossa população”, comparou o petista. O governo do Estado ainda não divulgou o custo total do equipamento do parque.
Nesta quarta-feira, durante sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, o deputado Júlio Campos (União) propôs a criação de uma “vaquinha” entre parlamentares, com a destinação de emendas parlamentares de R$ 1 milhão cada, para ajudar a Prefeitura de Cuiabá a adquirir a Santa Casa e manter o hospital sob controle público.
Lúdio afirmou que já se antecipou a cota sugerida pelo parlamentar, destinando um valor maior em emendas para a área da saúde do município em 2025, que ainda não foram pagas.
“No orçamento de 2025, eu coloquei R$ 6,5 milhões. Isso o governo ainda não pagou. Vocês lembram que eu sou o último deputado no banco de pagamento de emendas parlamentares. Mas estão lá R$ 6,5 milhões para a saúde de Cuiabá, que podem ser utilizados caso o município assuma a Santa Casa”, declarou.
Hospital à venda
Colocada à venda pela Justiça do Trabalho para quitar dívidas trabalhistas, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá recebeu uma proposta abaixo do valor esperado. A oferta do Instituto São Lucas foi de R$ 20 milhões, o que representa cerca de 25% da avaliação judicial homologada em abril de 2025 e, até o momento, é a única proposta apresentada. O montante está longe de cobrir o passivo acumulado e não atende ao objetivo principal da venda: o pagamento dos débitos com os trabalhadores.
Com o recebimento da proposta, foi aberto prazo de cinco dias para que a direção da Santa Casa e a Comissão de Credores se manifestem. Na sequência, a Justiça irá avaliar se o valor oferecido é adequado ou se pode ser considerado muito abaixo do valor real do bem, além de decidir sobre a continuidade do recebimento de novas propostas.

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