Casos de leishmaniose canina disparam e acendem alerta em Cuiabá Em 2025, foram confirmados 539 casos de leishmaniose visceral em cães, o que representa um aumento de 10,5% em relação a 2024; ocorreram ainda seis casos de leishmaniose visceral humana, com um óbito
Boletim consolidado de 2025 com registros de raiva e de leishmaniose visceral canina (LVC), em Cuiabá, reforça a importância da vacinação anual de cães e gatos, do monitoramento de epizootias e da atenção aos sinais clínicos nos animais como medidas essenciais para proteger a saúde da população.
Conforme as autoridades públicas, epizootia trata-se da ocorrência de determinadas doenças em um número de animais ao mesmo tempo e na mesma região, podendo levar ou não à morte. Seria o equivalente a uma epidemia em humanos.
Na Capital, conforme dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, o levantamento aponta crescimento de LVC. Em 2025, foram confirmados 539 casos em cães, o que representa um aumento de 10,5% em relação a 2024. Ao longo do ano, foram realizados 1.580 exames.
Do total de testes realizados, 848 apresentaram resultado positivo no teste rápido (DPP), sendo 539 confirmados posteriormente por meio do exame laboratorial Elisa. Entre os humanos, foram registrados seis casos de leishmaniose visceral humana (LVH) em moradores da cidade, com um óbito confirmado.
De acordo com o órgão municipal de Saúde, o tratamento para humanos é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já para os animais, a orientação é que os tutores procurem a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), que fica no Bairro Ribeirão do Lipa, ao identificar sintomas como feridas na pele, perda de pelos, emagrecimento rápido ou crescimento anormal das unhas.
Em relação à raiva, foram realizadas 187 investigações no ano passado. O maior número de notificações envolveu morcegos, com 116 casos, seguidos por cães (49) e gatos (18). No setor produtivo, foram registrados e controlados quatro focos positivos da doença, sendo três em bovinos e um em equino.
Dentre as ações preventivas, conforme o relatório, ao longo de 2025, foram aplicadas 10.462 doses da vacina antirrábica em cães e gatos. Desse total, 7.212 doses foram administradas diretamente pela UVZ e 3.250 por meio de parcerias com os hospitais veterinários da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Cuiabá (Unic).
No mesmo período, as unidades de saúde notificaram 1.366 atendimentos antirrábicos em humanos. Desses, 17,8% foram classificados como casos graves, com necessidade de aplicação de soro e vacina. A maioria dos acidentes foi provocada por cães e gatos, representando 76,5% dos registros. Já os animais silvestres corresponderam a 21% dos casos, com destaque para morcegos e macacos.
PREVENÇÃO - A Prefeitura alerta que a limpeza de quintais, terrenos e áreas externas é fundamental para evitar a proliferação do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. Quanto à raiva, a vacinação anual é indispensável para cães e gatos a partir dos três meses de idade. A doença é viral, não tem cura e pode ser fatal, tanto para animais quanto para humanos.
Em casos de mordidas, arranhões ou contato com animais suspeitos, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. A SMS reforça que o cuidado com os animais, aliado às ações de vigilância, é fundamental para garantir a saúde pública e prevenir a disseminação de doenças no município.

Comentários