Mendes diz que União não pode limitar sucessão a nome do partido Em meio a disputa interna, governador reforçou confiança em Pivetta, mas disse não mandar na sigla
O governador Mauro Mendes, presidente do União Brasil em Mato Grosso, disse que a escolha do candidato ao Governo não deve se limitar a um nome interno do partido e defendeu o respeito à democracia e às demais legendas.

Você não pode achar que só dentro do seu partido tenha pessoas preparadas para assumir esse desafio. Temos que respeitar os outros partidos
A declaração ocorre em meio ao debate interno sobre a possibilidade de lançar candidatura própria na sucessão do Palácio Paiaguás, enquanto Mendes mantém apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, que pré-candidato ao cargo pelo Republicanos.
“Você não pode achar que só dentro do seu partido tenha pessoas preparadas para assumir esse desafio. Temos que respeitar os outros partidos e respeitar a própria democracia”, afirmou.
O governador destacou a trajetória política conjunta com Pivetta, lembrando que ambos disputaram eleições desde 2010 e governam o Estado juntos desde 2019.
Segundo Mendes, a marca de sua gestão tem sido a estabilidade administrativa, citando a permanência de vice-governador, secretários e lideranças estratégicas ao longo dos anos. Para ele, esse perfil foi um dos ingredientes do sucesso do atual governo.
“Essa é a estabilidade. E o Otaviano Pivetta foi uma pessoa extraordinária na condução desse processo junto comigo”, disse, ao justificar o apoio ao vice.
Apesar da posição pessoal, Mendes ressaltou que não decide sozinho os rumos partidários.
Questionado sobre o senador Jayme Campos (União), que se apresenta como um possível pré-candidato do partido, Mendes afirmou que a definição oficial de candidaturas acontece apenas na convenção partidária, conforme o regimento.
Ele reconheceu a trajetória política do senador e disse que ele pode, sim, construir uma candidatura.
“O senador Jayme não é qualquer um. É um senador da República. Ele tem uma longa trajetória ao longo de muitos anos. Ele pode construir. E a decisão do partido, do União Progressista, vai ser tomada lá na frente, na forma do regimento”, afirmou.

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