Conab rebaixa estimativas e colheita deve somar 109 milhões de t Carro-chefe do agro mato-grossense, a soja terá redução de 2,8%, com produção de 49,85 milhões de t
A safra mato-grossense de grãos e fibra deve encolher cerca de 3% neste ciclo, o 2025/26.
Conforme nova atualização da estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deverá somar 109 milhões de toneladas, contra o recorde da safra passada, em 112,39 milhões t.
Apesar da retração, Mato Grosso segue liderança a oferta, sendo o maior produtor nacional pelo 14º ano seguido.
Entre as principais culturas, o algodão tem projeção de queda de 8%, passando de 2,85 milhões t de pluma para 2,62 milhões t.
Para o milho, a queda anual é estimada em 2,5%, com a produção passado de 54,92 milhões t para 53,57 milhões t.
Já a soja, carro-chefe do agro mato-grossense, a redução está prevista em 2,8%, com a produção saindo de 51,31 milhões t para 49,85 milhões t.
ANÁLISE - A produção de grãos no país está estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada, ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25.
A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado e que corresponde a um avanço de 1,5 milhão de hectares.
Já a produtividade média nacional das lavouras tende a apresentar um recuo de 1,5%, saindo de 4.310 quilos por hectares em 2024/25 para 4.244 quilos por hectares em 2025/26.
CULTURAS - Neste levantamento, a Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura.
As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.
A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior em relação ao mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos 5 anos, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal.
Em Mato Grosso, principal Estado produtor do grão, a colheita alcançou 46,8%, e as produtividades estão próximas das estimadas inicialmente.
Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior.
Mesmo com estimativa de redução da produção ao final do atual ciclo, o cultivo da primeira safra do cereal apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.
Para a segunda safra do grão devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.
Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada para o arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior.
No Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no país, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo, e os mananciais, que estavam com os níveis reduzidos, tiveram recuperação do aporte hídrico para as áreas produtoras do estado com a ocorrência das últimas chuvas.
A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas.
Mesmo com a expectativa de queda de colheita em 2025/26, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.
Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.
A primeira safra apresenta redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, 9% inferior à safra passada.
A queda é influenciada pelos resultados estimados na região Sul do país, em especial no Paraná.
Em contrapartida, em Minas Gerais a Conab prevê um aumento 9,5% na produção, sendo estimada em 224,6 mil toneladas, se tornando o principal produtor de feijão neste primeiro ciclo.
Já os agricultores de algodão, outra importante cultura de segunda safra, devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma.
De acordo com a Conab, já foram semeadas cerca de 88,1% da área.

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