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Agronegócios
Segunda - 16 de Fevereiro de 2026 às 08:14
Por: Marianna Peres/Diário de Cuiabá

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Aprosoja
Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas
Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas

A safra mato-grossense de grãos e fibra deve encolher cerca de 3% neste ciclo, o 2025/26.

Conforme nova atualização da estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deverá somar 109 milhões de toneladas, contra o recorde da safra passada, em 112,39 milhões t.

Apesar da retração, Mato Grosso segue liderança a oferta, sendo o maior produtor nacional pelo 14º ano seguido.

Entre as principais culturas, o algodão tem projeção de queda de 8%, passando de 2,85 milhões t de pluma para 2,62 milhões t.

Para o milho, a queda anual é estimada em 2,5%, com a produção passado de 54,92 milhões t para 53,57 milhões t.

Já a soja, carro-chefe do agro mato-grossense, a redução está prevista em 2,8%, com a produção saindo de 51,31 milhões t para 49,85 milhões t.

ANÁLISE - A produção de grãos no país está estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada, ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25.

A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado e que corresponde a um avanço de 1,5 milhão de hectares.

Já a produtividade média nacional das lavouras tende a apresentar um recuo de 1,5%, saindo de 4.310 quilos por hectares em 2024/25 para 4.244 quilos por hectares em 2025/26.

CULTURAS - Neste levantamento, a Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura.

As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.

A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior em relação ao mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos 5 anos, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal.

Em Mato Grosso, principal Estado produtor do grão, a colheita alcançou 46,8%, e as produtividades estão próximas das estimadas inicialmente.

Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com estimativa de redução da produção ao final do atual ciclo, o cultivo da primeira safra do cereal apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.

Para a segunda safra do grão devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada para o arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior.

No Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no país, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo, e os mananciais, que estavam com os níveis reduzidos, tiveram recuperação do aporte hídrico para as áreas produtoras do estado com a ocorrência das últimas chuvas.

A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas.

Mesmo com a expectativa de queda de colheita em 2025/26, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.

Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.

A primeira safra apresenta redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, 9% inferior à safra passada.

A queda é influenciada pelos resultados estimados na região Sul do país, em especial no Paraná.

Em contrapartida, em Minas Gerais a Conab prevê um aumento 9,5% na produção, sendo estimada em 224,6 mil toneladas, se tornando o principal produtor de feijão neste primeiro ciclo.

Já os agricultores de algodão, outra importante cultura de segunda safra, devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma.

De acordo com a Conab, já foram semeadas cerca de 88,1% da área.





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