Produção mineral metálica ultrapassa R$ 5 bilhões em Mato Grosso No Estado, principais minas estão em Poconé, Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo. Ouro é principal matéria-prima de valor econômico
Em Mato Grosso, o valor da produção de substâncias metálicas atingiu R$ 5,064 bilhões em 2024, respondendo por 2,3% do total verificado no Brasil na ordem de 220,5 bilhões, incluindo a grafita.
O montante colocou o Estado na sexta posição dentre as 10 unidades da Federação que dominam a produção de minerais metálicos no país.
Os números constam no Anuário Mineral Brasileiro 2025 – ano-base 2024, publicado dia 9 deste mês pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
O documento oferece um panorama detalhado do desempenho econômico da mineração, com destaque para minerais estratégicos à transição energética e para o impacto da atividade na balança comercial e na arrecadação pública.
De acordo com a ANM, o levantamento reúne dados de 14 substâncias metálicas somada à grafita que, juntas, representam 82% do valor da produção mineral brasileira.
Desde o ano-base 2022, o anuário passou a incluir substâncias consideradas estratégicas para a transição energética, ainda que não pertençam à classe dos metálicos como a grafita.
De acordo o anuário, Pará e Minas Gerais dominam a produção, somando mais de R$ 96,047 bi e R$ 87,858 bilhões, respectivamente.
Entre os seis primeiros estados, estão Goiás (R$ 8,478 bi); Bahia (R$ 8,080 bi) e o Espírito Santo (R$ 7,870 bi).
O valor da produção mineral é calculado com base no preço de venda ou no valor de transferência/consumo, quando aplicável.
No Estado, as principais minas estão localizadas nos municípios de Poconé, Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo, sendo o ouro a principal matéria-prima mineral de valor econômico.
São mais de R$ 3,9 bilhões, entre regimes de concessão (R$ 2,2 bilhões) e permissão (R$ 1,7 bilhão).
Em nível nacional, o destaque é o minério de ferro, que alcançou valor agregado de R$159 bilhões.
Além do ferro, o documento contempla minerais como grafita, alumínio, cobre, cromo, lítio, manganês, níquel e zinco, classificados como essenciais para a transição energética global.
Conforme a ANM, o monitoramento e a sistematização desses dados subsidiam a formulação de políticas públicas e a tomada de decisões nos setores público e privado, tanto na mineração quanto na indústria e áreas afins.
“O Anuário Mineral Brasileiro traduz dados brutos em informação estratégica. Ele permite compreender não apenas o desempenho econômico da mineração, mas também seu papel estrutural no desenvolvimento regional, na transição energética e na inserção internacional do Brasil”, afirmou a superintendente de Economia Mineral, Inara Oliveira Barbosa.
No território nacional, estão em operação mais de 270 minas das substâncias analisadas, sendo 109 de minério de ferro.
Para viabilizar o fluxo da atividade minerária, a ANM outorgou, no período, cerca de 4.800 autorizações de pesquisa, 56 concessões de lavra e 141 permissões de lavra garimpeira.
Os dados consolidados têm como base os relatórios Anuais de Lavra (RAL) preenchidos pelos mineradores, com informações referentes às atividades realizadas em 2024. Esse envio ocorre no primeiro semestre do ano subsequente ao período analisado.
Com Assessoria de Imprensa

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