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Politica MT
Segunda - 15 de Junho de 2026 às 17:33
Por: Jonas da Silva/Mídia News

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O deputado estadual Faissal Calil, que negou envolvimento em suposto esquema
O deputado estadual Faissal Calil, que negou envolvimento em suposto esquema

O deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou, nesta segunda-feira (15), que "entrou de gaiato" entre os alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada para investigar um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

É um ano político e pegaram uma pessoa publicamente exposta. Fizeram isso com a minha vida

Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu o telefone celular do parlamentar. Também foi alvo da operação o desembargador afastado do TJ-MT, Dirceu dos Santos, de quem Faissal foi assessor entre 2017 e 2018.

A expressão popular "entrar de gaiato" é utilizada para se referir a alguém que acaba envolvido em determinada situação por acaso, sem participação direta nos fatos. O deputado negou qualquer envolvimento no suposto esquema investigado.

Segundo Faissal, ele passou a ser investigado por atuar como advogado em uma ação de direito agrário na defesa do ex-prefeito e atual vereador de Cláudia, Vilmar Giachini (MDB), que também foi alvo da operação.


De acordo com o parlamentar, todos os atos praticados no processo foram legais e devidamente formalizados.

"Fui lá em Brasília e o pessoal disse: 'Faissal, você entrou de gaiato'. Infelizmente. É um ano político e pegaram uma pessoa publicamente exposta. Fizeram isso com a minha vida", afirmou em entrevista à Rádio Cultura.

O deputado disse que pretende comprovar sua inocência e que aguarda ser ouvido no processo.

"Estou muito tranquilo. Só queria que o processo corresse o mais rápido possível para eu provar minha inocência. Eu queria ser ouvido dentro do processo", declarou.

A ação judicial em que o deputado Faissal Calil atuou como advogado do ex-prefeito Vilmar Giachini é a mesma que deu origem à Operação Gemini. O caso envolve uma disputa pela posse de uma área de 6 mil hectares no município de Cláudia.

A investigação teve início após uma denúncia apresentada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Gleba Santo Expedito, de Cláudia, à Procuradoria da República em Rondonópolis.

Na representação, a entidade apontou o suposto pagamento de R$ 1 milhão para favorecer uma das partes no processo de reintegração de posse, que havia sido julgado improcedente em primeira instância.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a redistribuição do recurso ocorreu em desacordo com as regras de prevenção e competência do TJ-MT.

O que diz a PF

Segundo a PF, Faissal teria atuado como um "operador econômico" de confiança de Dirceu dos Santos, realizando movimentações financeiras em benefício do magistrado, incluindo o recebimento de vantagens indevidas, a quitação de passivos familiares e triangulações imobiliárias por meio de supostos laranjas.

A operação

A Gemini é um desdobramento da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de corrupção no Judiciário envolvendo a venda de decisões judiciais e o vazamento de informações sigilosas ligadas ao lobista Andreson Gonçalves da Silva e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023, em Cuiabá.

Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, realizou buscas pessoais e executou medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.





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