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Economia
Quarta - 17 de Junho de 2026 às 08:36
Por: Da Reportagem

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O valor médio das contas em atraso do consumidor de Mato Grosso chegou a R$ 6.036,00 por consumidor
O valor médio das contas em atraso do consumidor de Mato Grosso chegou a R$ 6.036,00 por consumidor

Mato Grosso encerrou maio com 48,32% da população adulta com restrições de crédito, segundo levantamento realizado pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).

No Estado, aproximadamente 1,5 milhão de consumidores adultos acumulam restrições de crédito e dívidas de alto valor.

Na comparação com maio de 2025, o número de inadimplentes cresceu 7,22%, número inferior ao registrado no Brasil (8,87%), mas superior ao da região Centro-Oeste (7,08%).

Na análise de curto prazo, o volume de devedores em Mato Grosso cresceu 0,73% em relação a abril deste ano, sinalizando uma continuidade no avanço das restrições de crédito no estado.

O valor médio das contas em atraso do consumidor de Mato Grosso chegou a R$ 6.036,00 por consumidor, soma que contempla todos os débitos registrados.

O atraso médio das dívidas do consumidor mato-grossense é de 28 meses.

Dívidas entre um e três anos representam a maior fatia, com 35,38%, seguidas pelas que já acumulam entre quatro e cinco anos de atraso (20,37%).

Apenas 9,21% das dívidas têm menos de 90 dias.

Já o número total de dívidas em atraso no estado deu um salto de 13,13% na comparação anual entre 2026 e 2025.

Os dados de maio de 2026 confirmam que a inadimplência em Mato Grosso vai além de um problema conjuntural.

A combinação de dívidas elevadas, atrasos que superam dois anos e crescimento contínuo dos indicadores apontam para um desafio de fôlego, que demanda tanto políticas de renegociação de crédito quanto maior educação financeira para a população.

BANCOS LIDERAM DÉBITOS - O setor bancário concentra mais da metade das dívidas registradas no Estado: 54,80% do total.

O comércio aparece em segundo lugar, com 21,52%, seguido por água e luz (9,22%), comunicação (3,99%) e outros credores (10,48%).

O domínio das instituições financeiras entre os credores aponta que o crédito contratado e não pago é o principal motor do endividamento na região.





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