Cesta básica recua após atingir novo recorde em Cuiabá Queda de 0,80% reduz custo médio para R$ 925,69, mas valor segue acima de R$ 900 e acumula alta superior a 10% em relação ao ano passado
Após atingir mais um recorde na semana anterior, a cesta básica voltou a registrar queda de preço em Cuiabá. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que o custo médio do conjunto de alimentos recuou 0,80% na terceira semana de junho, passando a custar R$ 925,69.
Apesar do alívio momentâneo para o consumidor, o valor permanece em patamar historicamente elevado. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a cesta básica está 10,14% mais cara. Em junho de 2025, o custo médio era de R$ 840,45.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destaca que a redução observada na semana não foi suficiente para aliviar de forma significativa o impacto sobre o orçamento das famílias cuiabanas.
“Mesmo com a cesta básica voltando a apresentar retração na terceira semana de junho, o alívio pontual não foi suficiente para reduzir o valor para abaixo de R$ 900, patamar que não é observado desde maio. Assim, a cesta segue em nível historicamente elevado”, afirmou.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução do custo da cesta está a banana, que apresentou queda de 4,41% na semana e passou a ser comercializada a um preço médio de R$ 7,78 o quilo.
Além da retração semanal, a fruta também registra preço inferior ao observado há um ano, com redução de 8,77% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo análise do IPF-MT, o avanço das colheitas aumentou a oferta da fruta no mercado. Entretanto, parte da produção apresenta qualidade inferior, fator que também contribuiu para pressionar os preços para baixo.
Outro produto que ajudou a conter o avanço da cesta foi o café. Após sucessivas altas registradas ao longo do ano passado, o item voltou a apresentar recuo.
O preço médio do pacote de 500 gramas caiu 2,57%, chegando a R$ 30,44.
As boas perspectivas para a safra atual e a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras são apontadas como fatores que favoreceram a redução.
Na comparação anual, o café está 11,66% mais barato. Em junho de 2025, o mesmo pacote era comercializado, em média, por R$ 34,46.
Na contramão da maioria dos itens que registraram queda, o óleo de soja apresentou aumento de 1,97% na semana, alcançando valor médio de R$ 8,11 por embalagem de 900 mililitros.
O produto também acumula alta de 1,57% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o IPF-MT, a forte demanda internacional pela soja continua influenciando os preços do derivado, mesmo diante da ampla oferta de grãos disponível no mercado brasileiro.
Para a Fecomércio-MT, as oscilações observadas refletem a combinação de fatores ligados à oferta, qualidade da produção e comportamento da demanda.
“Essas variações demonstram que a melhora momentânea nas condições de oferta e o avanço da produção ainda não são suficientes para equilibrar plenamente o mercado. Mesmo com maior disponibilidade de alguns produtos, fatores como a qualidade da produção e a demanda aquecida continuam influenciando a formação dos preços”, avaliou Wenceslau Júnior.
Mesmo com a queda registrada nesta semana, a cesta básica em Cuiabá continua distante dos níveis observados no início do ano e mantém pressão significativa sobre o orçamento das famílias, especialmente das camadas de menor renda.

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