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Quarta - 08 de Julho de 2026 às 11:03
Por: Cíntia Borges/Mídia News

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O presidente da AL, Max Russi, que defendeu as emendas parlamentares
O presidente da AL, Max Russi, que defendeu as emendas parlamentares

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), defendeu as emendas parlamentares estaduais, meses após a Operação Emenda Oculta revelar suspeitas de direcionamento irregular desses recursos em Mato Grosso.

Onde tiver problema tem que ter operação, tem que ser punido e não podemos aceitar

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, Max disse que casos de corrupção devem ser punidos, mas não justificam a condenação de um mecanismo que financia obras importantes aos municípios.

"Tudo que tiver esquema, coisa errada, tem que ser apurado. Temos um Ministério Público bastante atuante, Tribunal de Contas, Polícia Civil e órgãos de controle bastante atuantes. Onde tiver problema tem que ter operação, tem que ser punido e não podemos aceitar", afirmou.

"Mas não se não mata a vaca, porque ela tem um berne. Você cura o berne, cura o problema", acrescentou.


Em 2026, cada um dos 24 deputados estaduais tem R$ 28,8 milhões para indicar em emendas, sendo 50% destinados a Saúde e a outra metade de livre indicação. Cada parlamentar pega uma fatia do valor e indica em obras nas cidades. O Governo, então, é o responsável por executar essas indicações.

Para Max, caso haja suspeito de investimentos mal aplicados, a população é quem deve denunciar aos órgãos de investigação como Ministério Público e Polícia Civil.

"São investimentos bem feitos. Agora, se forem mal feitos, quem tem que denunciar é a população que está acompanhando e também os órgãos de controle fazerem a fiscalização", disse.

Defesa de emendas

Max disse que o Governo do Estado concentra seus investimentos em obras estruturantes, como hospitais, rodovias e grandes estradas, enquanto as emendas parlamentares permitem atender demandas locais de menor valor financeiro, mas com impacto direto na população.

"O Governo do Estado tem que pensar nas obras grandes, estruturantes. Ele não pensa em uma obra de R$ 100 mil para fazer uma piscina aquecida para alunos da APAE fazerem fisioterapia. A gente não pode, por um problema pontual, condenar todo o processo", disse.

Ele citou uma emenda de R$ 130 mil em 2018 destinada à construção do primeiro campo socity de Santo Antônio do Leste, e ainda outra de R$ 119 mil voltada à construção de piscina aquecida e vestiários para atendimento de alunos da Apae em São José dos Quatro Marcos, no ano passado.

Operação Emenda Oculta

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada em 30 de abril pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) para apurar suspeitas de direcionamento irregular de emendas parlamentares estaduais para institutos privados ligados a agentes políticos.

Entre os investigados estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União).





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