Educação de futuros condutores tenta reverter número de mortes “A educação é o início de todas as mudanças”, diz professora, sobre projeto que alerta sobre riscos e responsabilidade
Em 2025, 243 pessoas morreram em acidentes ocorridos em rodovias que cortam o Estado.
Desse total, 84 mortes foram na BR-163, via que contabilizou 970 sinistros durante o ano.
Na tentativa de reverter esses dados, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação (Seduc-MT) e da Nova Rota do Oeste, concessionária da via, criaram o projeto "Condutores do Amanhã".
Lançado em 2024, inicialmente em 11 escolas impactadas diretamente por essa rodovia, neste ano, as ações do Condutores do Amanhã se estenderam para 41 unidades escolares.
A coordenadora do projeto na Seduc-MT, professora Valtrícia Frozi, diz que a proposta é formar condutores conscientes dos riscos e das responsabilidades do seu comportamento no trânsito.
A formação é voltada aos estudantes do ensino médio, muitos deles próximo de atingir 18 anos, idade que os permite tirar a Carteira de Habilitação(CNH).
“Essa formação não é oferecida por adesão da escola, mas uma determinação”, lembra a coordenadora.
Mas, os alunos e professores que alcançarem os melhores desempenhos são premiados, informa.
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Lançado em 2024, inicialmente em 11 escolas impactadas diretamente por essa rodovia, neste ano, as ações do Condutores do Amanhã se estenderam para 41 unidades escolares
A premiação, criada como forma de incentivar uma participação mais efetiva, assegura custo para o processo de emissão da CNH para os cinco melhores colocados, além de prêmios em viagens.
As atividades aplicadas aos estudantes incluem o conhecimento sobre as legislações, como o Código de Trânsito (CTB), resoluções do Conselho Nacional (Conatran), entre outras.
“Os alunos aprendem, por exemplo, as classificações das multas. O porquê de uma infração ser definida como gravíssima, por exemplo”, explica Valtrícia Frozi.
Também estudam sobre o que acontece com o corpo e a mente de alguém que consome álcool e outras drogas.
“Mostramos que a bebida diminui os reflexos e compromete a capacidade do motorista”, assinala.
Valtrícia observa que é necessário que o jovem, dentro da proposta desse projeto, adquira conhecimento e desenvolva habilidades de âmbito socioemocional.
Isso significa dizer que esse futuro condutor, quando estiver sob a direção veicular, saiba e tenha tranquilidade para tomar decisões e agir com segurança em situações de riscos à vida.
“O ensino inclui o que fazer se precisar agir rápido para evitar um acidente”, destaca.
Mas, lembra a coordenadora, a base de todas as ações deve ter o respeito às leis de trânsito e à vida.
De acordo com ela, atualmente o Condutores do Amanhã atende 7 mil estudantes.
“São 7 mil impactados de forma direta, mas esses estudantes estão impactando positivamente suas famílias e comunidades”, reforça.
No município de Acorizal (60 km ao Norte de Cuiabá), citou ela, um grupo de alunos do projeto fez uma atividade que está levando aos moradores informações sobre os riscos e a prevenção de acidentes.

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