PL lança Wellington e Medeiros, mas sem definir vice e alianças Sigla precisa escolher apoiadores e convencer prefeitos do PL a apoiarem senador na disputa ao Governo
O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso realiza nesta quarta-feira (22) a convenção partidária que vai homologar o nome ao Governo do senador Wellington Fagundes e do deputado federal José Medeiros ao Senado. O ato ocorre de 9 horas às 13 horas, na sede do partido em Cuiabá.

Nós estamos conversando com o Novo e o Podemos. E o Democrata também pediu para conversar com a gente
Mas a sigla e suas lideranças chegam à convenção com diversas dúvidas, como a não definição de vice para o Governo, conforme o senador informou ao MidiaNews.
"Hoje não, a definição de vice vai ficar para o dia 5 de agosto", disse Wellington na manhã desta quarta à reportagem.
Ainda há dúvidas sobre quais aliados podem sustentar a futura candidatura de Wellington e Medeiros. Além da chapa para deputado estadual que está incompleta
O presidente do partido no Estado, Ananias Filho, diz que o partido está organizado e planejado para fazer a sua convenção. Ele explicou que existe três prováveis alianças ou composições para a disputa ao Governo.
O Podemos é um partido que tem mantido conversa permanente com vista à aliança com o PL, através do seu presidente, deputado Max Russi. “Nós estamos conversando com o Novo e o Podemos. E o Democrata também pediu para conversar com a gente”, afirmou Ananias ao MidiaNews.
O partido Novo tem pré-candidato ao Governo, com o nome do empresário Marcelo Maluf. Mas é parceiro de outras eleições, como no caso de Cuiabá, quando indicou em 2024 a vice Coronel Vânia Rosa do prefeito Abilio Brunini. Ela trocou no começo do ano o Novo pelo MDB da presidente e pré-candidata ao Senado, deputada Janaina Riva.
Ananias já disse que Maluf poderá ser vice do senador na chapa ao Governo se os partidos se aliarem.
Como informou Ananias, o Democrata, do também pré-candidato Alex Pucineli, foi outra sigla que pediu debate com os liberais para debater possível aliança.
O presidente do PL também disse que em comum acordo com o senador Wellington, o partido fará a convenção na quarta-feira, mas deixará a ata aberta até o prazo legal de finalização das convenções, dia 5 de agosto. A decisão sobre aliança ou coligação ficará sob responsabilidade da Executiva Estadual do partido.
“A gente tem que deixar a ata em aberta. E com a competência da Executiva fechar todas as alianças e o calendário dia 5 de agosto”, disse à reportagem.
Chapa e prefeitos
O PL enfrenta outras indefinições, como a chapa para deputado estadual. A sigla tem só 20 nomes dos 25 que deve lançar para a eleição em outubro. Um contraste com os 15 concorrentes dos 9 que precisa para a chapa de deputado federal.
A lista de pré-candidatos a deputado estadual conta com os atuais deputados estaduais Faissal Calil e Gilberto Cattani, o suplente de deputado estadual Xuxu Dalmolin, da região de Sorriso. Entre as mulheres, um dos destaques é a primeira-dama de Cuiabá, vereadora Samanhta Iris, e a vereadora mais votada de Rondonópolis em 2024, médica Luciana Horta. Além de ex-prefeitos, como Abmael Borges (Vila Rica) e Alcino Barcelos (Pontes e Lacerda).
Em outra batalha interna mais difícil, há resistência a Wellington dos prefeitos filiados dos maiores municípios do Estado, como Abilio Brunini (Cuiabá), Flávia Moretti (Várzea Grande) e Cláudio Ferreira (Rondonópolis).
Os prefeitos já manifestaram mais de uma vez o apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Abilio, por exemplo, disse que preferia uma aliança entre os partidos, com a missão do PL indicar o nome de vice na composição.
Em entrevista ao MidiaNews, ele citou a relação de amizade e a parceria política e administrativa construída com Pivetta para desejar a reeleição do governador.
"Eu torço pela reeleição dele e já deixei isso claro", afirmou Abilio. "Falei para ele que o ideal era que fizéssemos uma composição do PL, de maneira que o PL fosse o vice. Seria o ideal para mim", disse

Comentários