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Saúde
Quarta - 22 de Julho de 2026 às 14:56
Por: Da Assessoria

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Com o começo do inverno, é natural que, devido às temperaturas mais baixas, as pessoas passem a tomar banhos mais quentes. Se a sensação do chuveiro com maior temperatura é de aquecimento diante do frio, é preciso tomar cuidado: se o banho for muito demorado, ele contribuir para problemas relacionados à pele.

Foto: Divulgação

Segundo um estudo publicado pela revista Physiological Reports, de 2026, a imersão em água quente pode trazer benefícios pontuais à saúde de adultos saudáveis, em marcadores como pressão arterial e frequência cardíaca de repouso, ainda que mais pesquisas sejam necessárias. Porém, banhos muito quentes e prolongados podem comprometer a barreira de proteção da pele, favorecendo coceira, descamação e agravamento de dermatites, entre outros problemas.

Sílvia Maria Nascimento Ferreira, médica e professa da pós-graduação em Dermatologia da Afya Educação Médica Curitiba, explica que alguns cuidados são necessários para que o banho quente aqueça sem prejudicar a saúde da pele. Para ela, o conforto térmico exige uma certa cautela.

O que acontece com a pele humana quando exposta, por muito tempo, à água quente?

“A água muito quente remove a gordura natural que temos na pele para a nossa proteção, a chamada barreira cutânea. Quando essa proteção é perdida, a pele fica mais ressecada, sensível e propensa a coceiras, descamações e irritações. Em algumas pessoas, especialmente as que já tem a pele mais seca ou situações como a de uma dermatite ou rosácea, o banho quente pode agravar os sintomas. Essa exposição maior à água em maior temperatura aumenta também a perda de água da pele, favorecendo um ressecamento típico de inverno”.

Existe uma temperatura “ideal” para o banho no inverno? E o tempo de banho, há algum limite do quanto a pessoa pode se expor?

“O ideal é um banho morno, entre 36 e 37 graus, o que é próximo gordura natural do corpo. Quanto ao tempo de banho, a recomendação é que ele dure algo entre 5 e 10 minutos. Banhos mais longos ou muito quentes tiram mais a temperatura natural promovem o ressecamento. Uma dica importante é notar se a pele, após o banho, está muito avermelhada, pois isso indica que a água estava quente demais.

Cabe lembrar que, no inverno, o banho quente traz uma sensação de conforto, sim, mas a pele costuma pagar o preço por esse conforto. Por isso, é possível pensar em pequenas mudanças na temperatura da água, deixando-a mais morna e ficando menos tempo debaixo do chuveiro. É importante também priorizar uma rotina de hidratação com sabonetes menos agressivos e hidratantes específicos, que tanto deixam a pele saudável no inverno quanto a preparam para o verão, quando as pessoas se expõem mais”.

Quais produtos a pessoa pode utilizar para manter a pele hidratada e protegida durante o inverno, minimizando os riscos do banho quente?

“É importante investir em hidratantes que tenham como ingredientes ceramidas, glicerina, ureia em baixa concentração, ácido hialurônico, manteiga de karité, entre outros. O ideal é aplicar o hidratante nos primeiros cinco minutos após o banho, pois a pele ainda está úmida e isso ajuda a reter mais água. Vale a pena também optar por sabonetes syndets, que não possuem detergentes muito fortes. Outra opção são óleos de limpeza, que ajudam a hidratar durante o banho e não remove muito da proteção natural da pele. Pessoas que têm a pele muito seca, muito sensível, se beneficiam bastante desses produtos mais específicos”.





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