MT caminha para registrar a maior produtividade do algodão Mesmo com redução de 11% na área plantada, Estado pode bater novo recorde de rendimento por hectare
Mato Grosso poderá encerrar a safra 2025/26 com a maior produtividade de algodão já registrada, desde o início da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
A estimativa consta no novo Relatório de Oferta e Demanda divulgado pela entidade, que projeta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare, superando, ainda que de forma discreta, o recorde obtido na temporada anterior, de 315,12 arrobas por hectare.
Mato Grosso poderá encerrar a safra 2025/26 com a maior produtividade de algodão já registrada desde o início da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
A estimativa consta no novo Relatório de Oferta e Demanda divulgado pela entidade, que projeta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare, superando, ainda que de forma discreta, o recorde obtido na temporada anterior, de 315,12 arrobas por hectare.
O resultado reforça a capacidade da cotonicultura mato-grossense de manter elevados níveis de eficiência mesmo diante de um cenário de retração da área cultivada.
Segundo o Imea, as condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento da cultura foram decisivas para compensar parte das dificuldades enfrentadas pelos produtores durante o plantio.
Embora a produtividade avance, a produção total deverá recuar em função da redução da área destinada ao algodão.
O levantamento estima que o Estado cultivou 1,38 milhão de hectares, queda de 11,11% em relação à safra anterior.
Com isso, a produção de algodão em caroço deverá alcançar 6,51 milhões de toneladas, enquanto a de pluma está projetada em 2,67 milhões de toneladas, volumes cerca de 11% inferiores aos registrados no ciclo passado.
Segundo o instituto, a retração está concentrada principalmente no algodão de primeira safra.
O aumento dos custos de produção, aliado aos preços menos atrativos no período de definição do plantio, levou muitos produtores a reduzir a área cultivada ou priorizar outras culturas.
Apesar desse movimento, o elevado rendimento obtido nas lavouras deverá garantir uma das maiores colheitas da história da cotonicultura estadual.
O relatório destaca que as condições meteorológicas favoreceram o desenvolvimento das plantas durante praticamente todo o ciclo produtivo.
Entretanto, o Imea alerta para riscos pontuais relacionados à qualidade da fibra.
Chuvas registradas em algumas regiões em meados de junho, justamente durante a abertura dos capulhos, podem provocar perdas localizadas na qualidade da pluma. Mesmo assim, a avaliação geral da safra permanece positiva.
O mercado externo continua sendo o principal destino da produção mato-grossense.
A projeção do Imea indica que 76,3% da pluma produzida no Estado deverá ser exportada, o equivalente a aproximadamente 2,09 milhões de toneladas.
Outro indicador demonstra o aquecimento da comercialização antecipada.
Mais de 97% dos estoques finais projetados já foram negociados, restando pequena disponibilidade de fibra para novas vendas ao longo da temporada.
O relatório também atualizou as perspectivas para as demais culturas.
No milho de segunda safra, o Imea revisou para cima a área cultivada, estimada agora em 7,43 milhões de hectares, crescimento de 2,41% sobre o ciclo anterior.
Com produtividade média prevista de 128,67 sacas por hectare, a produção estadual foi elevada para 57,39 milhões de toneladas, aumento de 3,53%.
A expansão das usinas de etanol de milho continua impulsionando a demanda interna.
O consumo do cereal deverá atingir 22,10 milhões de toneladas, avanço de 9,12%, consolidando Mato Grosso como principal polo nacional de industrialização do grão.
Já para a safra de soja 2026/27, o cenário é de maior cautela.
O Imea projeta estabilidade da área cultivada, em 13,05 milhões de hectares, refletindo margens mais apertadas, custos elevados de produção, restrições de crédito e incertezas climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño.
A produtividade estimada é de 62,44 sacas por hectare, abaixo da temporada anterior, levando a produção estadual para 48,88 milhões de toneladas, redução de 5,19% em relação ao ciclo 2025/26.
Os números da cotonicultura
Produtividade
• 315,33 arrobas/hectare
• Novo recorde da série histórica do Imea
Área cultivada
• 1,38 milhão de hectares
• -11,11% sobre a safra anterior
• Produção prevista
• 6,51 milhões t de algodão em caroço
• 2,67 milhões t de pluma
• Destino da produção
• 76,3% da pluma serão exportados
• 2,09 milhões t destinadas ao mercado externo
• Comercialização
• Mais de 97% dos estoques finais já negociados

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