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Quinta - 27 de Agosto de 2026 às 15:22
Por: Da Assessoria

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Entre a argila moldada pelas mãos, os desenhos que carregam histórias e os saberes transmitidos de geração em geração, Mato Grosso guarda uma riqueza cultural que agora ganha um espaço dedicado ao encontro e à troca. De 28 a 30 de agosto, o Estado de Mato grosso realiza o Primeiro Encontro de Ceramistas de Mato Grosso, com uma programação que coloca no centro da cena mestres da cerâmica tradicional, artistas populares, ceramistas indígenas, pesquisadores, estudantes e todos aqueles interessados em conhecer e valorizar essa expressão cultural.

Realizado pelo Ponto de Cultura Mãos de Barro e pelo Instituto Ecoss, o encontro é aberto ao público e terá como fio condutor a relação entre arte, tradição, identidade e sustentabilidade. Ao longo de três dias, a programação pretende ir além da exposição da cerâmica como objeto: a proposta é revelar as histórias, os territórios, as técnicas e as pessoas que fazem da produção cerâmica uma forma viva de preservar a memória mato-grossense.

PROGRAMAÇÃO

A abertura acontece na sexta-feira, 28 de agosto, às 17h, na sede do Instituto Ecoss, localizada na Rua Carandaí, nº 99, no Parque Georgia, em Cuiabá. O primeiro momento será marcado pela recepção dos participantes e pela apresentação do encontro e das instituições realizadoras.

A cultura também chega pelas mãos e pelos corpos. A cerimônia terá apresentação da etnia Wauja, com o Yamurikumã, além de uma apresentação de Siriri e Cururu da Comunidade São Gonçalo Beira Rio, aproximando diferentes tradições que fazem parte da identidade cultural de Mato Grosso.

À noite, das 19h30 às 21h, o público participa da primeira roda de conversa, com o tema “Cerâmica de Mato Grosso: saberes, identidades e memórias”. O encontro propõe uma conversa aberta entre mestres ceramistas, representantes indígenas, artesãos, pesquisadores e comunidade.

A roda de conversa parte de perguntas que atravessam a própria existência da cerâmica: quais tradições permanecem vivas no Estado? Como os conhecimentos chegam às novas gerações? Qual é o papel das mulheres na produção? O que significa produzir cerâmica a partir de uma identidade cultural? E quais são os desafios enfrentados atualmente por quem mantém esse ofício?

A proposta é que o público também faça parte dessa construção, com espaço para perguntas e troca de experiências. Entre os convidados estão representantes das tradições indígenas Karajá, Wauja e Juruna, mestres ceramistas tradicionais, artesãos e pesquisadores ligados ao patrimônio e à cultura popular.

MÃOS NA ARGILA

No sábado, 29 de agosto, o encontro ganha um caráter ainda mais prático. Das 9h às 12h e das 14h às 17h, a sede do Ecoss recebe duas oficinas simultâneas: Pintura Tradicional em Cerâmica, com a facilitadora Eugênia Vieira Costa, de Rosário Oeste, e Cerâmica Tradicional Indígena Wauja, conduzida por mestres ceramistas da etnia Wauja.

A programação foi pensada para quem quer experimentar de perto os processos e conhecimentos que existem por trás de uma peça cerâmica. Mais do que aprender uma técnica, os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com diferentes formas de fazer e compreender a cerâmica.

As oficinas terão 15 vagas cada, com inscrições disponíveis pelo link informado na bio do Instagram do Instituto Ecoss. Haverá ainda coffee break durante o período das atividades.

TRADIÇÃO E FUTURO

No domingo, 30 de agosto, a programação segue no Museu de História Natural de Mato Grosso, também em Cuiabá. Das 9h às 12h, a segunda roda de conversa propõe um olhar para o futuro com o tema “Cerâmica, Economia Criativa e Sustentabilidade: caminhos para o fortalecimento da produção artesanal”.


O debate vai abordar questões que estão diretamente ligadas à continuidade do fazer cerâmico: reconhecimento da cerâmica como patrimônio cultural, preservação das técnicas ancestrais, comercialização, feiras, turismo cultural, novos mercados e organização coletiva dos ceramistas.

Também estarão em pauta o uso responsável da argila e dos recursos naturais, formas mais eficientes de queima, redução dos impactos ambientais e estratégias para garantir que a atividade continue existindo para as próximas gerações.

UMA CARTA PARA O AMANHÃ

O encerramento do encontro pretende transformar a conversa em compromisso. Ao final da roda, será construída coletivamente a Carta do Encontro de Ceramistas de Mato Grosso, documento que deverá reunir sugestões, prioridades e compromissos para fortalecer a cerâmica tradicional no estado.

A ideia é que a cerâmica continue encontrando espaço para existir, criar renda, contar histórias e afirmar identidades.





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