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Segunda - 21 de Setembro de 2026 às 08:48
Por: Gazeta Digital

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Mato Grosso apresenta baixa capacidade de converter sua expressiva arrecadação pública em serviços de qualidade para a população. É o que revela a segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F), levantamento elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O estudo avalia como os governos estaduais administram seus recursos e posiciona o estado de Mato Grosso no intermediário 16º lugar nacional.

O indicador mede o desempenho das gestões locais ao cruzar dados públicos e verificáveis em cinco áreas fundamentais — educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, com a Receita Corrente Líquida (RCL) per capita. Com uma pontuação de 0,368 (em uma escala que vai de 0 a 1), Mato Grosso figura na faixa considerada de "alguma eficiência", bem distante dos líderes Paraná (0,734), Ceará (0,665) e São Paulo (0,637).

A posição acende um alerta sobre a gestão fiscal do estado. O levantamento da Folha destaca um contraste frequente na administração pública brasileira: ter orçamentos abastados não garante, necessariamente, entregas eficientes à sociedade.

Mato Grosso se enquadra nessa dinâmica ao registrar sucessivos recordes de arrecadação de impostos nos últimos seis anos, mantendo balanços financeiros com superávit primário e caixa positivo anualmente, mas sem traduzir esse vigor econômico em avanços proporcionais nos indicadores sociais básicos.

A arrecadação tributária do estado tem superado as expectativas ano após ano, impulsionada principalmente pelo avanço do Agronegócio e pelo crescimento da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O Produto Interno Bruto (PIB) mato-grossense deu um salto significativo nos últimos anos, ultrapassando a marca dos R$ 270 bilhões, enquanto o ritmo das receitas fiscais bateu marcas históricas, atingindo patamares superiores a R$ 35 bilhões em arrecadação global antes do previsto a cada exercício.

Apesar da abundância de recursos nos cofres públicos e da sólida situação fiscal, os dados do REE-F indicam que o estado enfrenta gargalos estruturais para transformar a elevada receita por habitante em melhorias diretas na qualidade de vida dos cidadãos. (Com informações da Folha de S.Paulo)

Posições do Ranking (26 Estados)

(O Distrito Federal não entra na avaliação devido a especificidades orçamentárias próprias).

PosiçãoEstadoPontuação REE-FClassificação
Paraná0,734Eficiente
Ceará0,665Eficiente
São Paulo0,637Eficiente
Santa Catarina0,612Eficiente
Piauí0,596Eficiente
Paraíba0,561Eficiente
Minas Gerais0,552Eficiente
Rio Grande do Sul0,545Alguma Eficiência
Goiás0,541Alguma Eficiência
10ºEspírito Santo0,536Alguma Eficiência
11ºPernambuco0,504Alguma Eficiência
12ºMato Grosso do Sul0,458Alguma Eficiência
13ºMaranhão0,458Alguma Eficiência
14ºSergipe0,399Alguma Eficiência
15ºTocantins0,375Alguma Eficiência
16ºMato Grosso0,368Alguma Eficiência
17ºAlagoas0,368Alguma Eficiência
18ºRio de Janeiro0,354Alguma Eficiência
19ºRondônia0,354Alguma Eficiência
20ºRio Grande do Norte0,303Ineficiente
21ºBahia0,301Ineficiente
22ºAmazonas0,291Ineficiente
23ºPará0,237Ineficiente
24ºRoraima0,233Ineficiente
25ºAcre0,166Ineficiente
26ºAmapá0,110Ineficiente




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