Kakay diz recebeu uma carta da empresa, na qual esclarece dificuldades técnicas
Advogado de Carolina Dieckmann desiste de processar o Google sobre fotos nuas
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende a atriz Carolina Dieckmann no caso do vazamento de fotos dela nua na internet, informou nesta sexta-feira (11) que não vai mais processar o Google Brasil, o maior site da busca da internet. Segundo o advogado, uma carta endereçada a ele pela empresa que explica as dificuldades técnicas em se retirar as fotos da rede.
- Eu ia entrar com uma ação hoje contra o Google, mas fui surpreendido ontem à noite com o documento. Eles fazem uma análise técnica sobre as dificuldades em se retirar as fotos da busca. Nós não queremos ganhar nada com isso, então esse diálogo é suficiente e decidi suspender o processo.
Kakay disse ter consultado um especialista nesse tipo de assunto de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e ele teria confirmado as alegações do Google. O advogado também informou que, a pedido da empresa, está preparando uma ata notorial em que são citadas as fotos que precisam ser retiradas da internet.
- Nunca tive a esperança de que esses fotos desapareçam da internet, mas estamos conseguindo diminuir a exposição. Hoje, você ainda encontra as fotos, mas está muito mais difícil. Muitos sites, inclusive internacionais, se comprometeram em retirar as imagens.
Antônio Carlos disse ainda que as investigações estão adiantadas e que o suspeito deverá ser identificado e preso em breve. Segundo Kakay, a repercussão do caso foi importante para levantar a discussão sobre esse tipo de crime.
- É importante a sociedade discutir esse tipo de crime. A internet não pode ser esse território sem leis e sem rosto em que se pode fazer tudo sem nenhuma responsabilidade.
O caso está sendo investigado pela DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. Um dos aspectos principais da investigação é o resultado da perícia no computador da atriz.
Depoimento da atriz
Sobre o tempo que a atriz ficou na delegacia na segunda-feira (7), Castro disse que o depoimento de Carolina durou no máximo duas horas, mas ela ficou acompanhando outros esclarecimentos e conversando com os investigadores.
— O depoimento dela foi de no máximo duas horas. Ela explicou detalhadamente os fatos. Depois foi o depoimento do empresário dela e do funcionário dela que levou o computador. Depois nós ficamos com os técnicos olhando os computadores e conversando com a polícia para estabelecer os caminhos da investigação. Demoramos muito tempo para abrir o computador e discutir questões técnicas.
Perícia no computador
A perícia feita pelo ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), da Polícia Civil, vai verificar se as fotos íntimas da atriz foram manipuladas enquanto o computador dela estava em manutenção em uma empresa especializada. Essa foi uma das hipóteses levantadas pelo diretor do ICCE, Sérgio Henriques.
— É uma possibilidade verificarmos, por exemplo, a última vez em que esses arquivos foram manipulados. Se estiver de acordo com o período em que o computador estava no conserto, já é uma informação interessante para a polícia. Agora, não fazemos a perícia por conta própria. O delegado que investiga o caso é quem vai dizer exatamente que tipo de informações ele precisa para que a gente possa periciar.
Henriques informou que o ICCE conta com um laboratório de informática, com seis peritos, que trabalham exclusivamente em crimes deste tipo. Apesar de o computador da atriz já estar no instituto, ainda não há prazo para a perícia ser concluída.
"Capitão Nascimento" tentou ajudar a atriz
A atriz procurou o comentarista de segurança da TV Globo e ex-policial do Bope que inspirou o personagem do capitão Nascimento no filme Tropa de Elite, Rodrigo Pimentel, antes de ir à delegacia. Ela pediu ajuda ao ex-policial para tentar uma negociação com a pessoa que a chantageou com a divulgação de suas fotos postadas em dois sites pornográficos na internet. Mas a tentativa não deu certo.
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