Uruguai nega "cataclismos diplomáticos" com britânicos por Malvinas
O chanceler do Uruguai, Luis Almagro, disse que "não há cataclismos diplomáticos" com o Reino Unido pela decisão de Montevidéu em impedir a entrada de navios com bandeira das Ilhas Malvinas nos portos do país.
"Esperávamos um protesto e [o governo britânico] tem sido respeitoso, correto e as instâncias de diálogo estão abertas", assinalou Almagro, em entrevista ao jornal uruguaio "La Republica".
O chanceler indicou que, entre Uruguai e Reino Unido, "há um tema pontual que nos separa, que é as Malvinas", mas que esta divergência não foi "inventada" pelo presidente José Mujica ou por ele mesmo, já que essa "é a posição do país desde sempre".
Almagro e o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, conversaram por telefone na sexta-feira (23), ocasião na qual o britânico pediu que os navios com bandeiras do arquipélago tenham acesso ao porto de Montevidéu.
A posição do governo de Mujica foi compartilhada por todos os países-membros do Mercosul durante a realização de uma cúpula do bloco, em 20 de dezembro, em Montevidéu.
A Argentina e o Reino Unido entraram em guerra em 1982 pelo controle do arquipélago, que continuou sob poder de Londres, que a domina desde 1833. Buenos Aires, porém, ainda reivindica sua soberania sobre o território.
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