Se não demitir Brito, Eder vai ficar desmoralizado, argumenta deputado
O diretor de Infraestrutura da Agecopa Carlos Brito pode se livrar de exoneração com criação de uma secretaria, que possivelmente será anunciada pelo governador Silval Barbosa nesta semana. A implantação da pasta foi proposta pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR) no começo do ano, mas só agora pode ser adotada por conta dos frequentes conflitos internos que cercam a Agecopa desde que começou os trabalhos.
Para Emanuel, a continuidade da Agência, além de ser marcada pela morosidade, é inviável, pois mudanças como uma destituição de diretor é demorada e deve ter a aprovação de dois terços da Assembleia.
O deputado analisa que o governador tem apenas duas saídas: criar a secretaria ou demitir Brito,que está na corda-bamba há duas semanas. “Se não demitir o diretor, o presidente (Éder Moraes) vai ficar desmoralizado e enfraquecido” argumenta.
Com a nova formulação da coordenação para o desenvolvimento dos trabalhos da Copa, Emanuel avalia que o governo vai tomar mais a rédea da situação, deixando ações mais ágeis e próximas de Silval. “Ele vai ter a decisão administrativa mais perto. Se tiver que trocar um secretário adjunto troca, se tiver que remanejar vai fazer isso mais rápido”. Para o republicano, depois da criação vai caber ao governador manter ou não o atual quadro de diretores e colocá-los como adjuntos, mantendo o mesmo número ou não.
No início da semana passada, Eder entregou oficialmente o pedido de demissão de Brito a Silval. Eder alega que o diretor não respeitou a portaria que delega apenas à presidência a atribuição de falar sobre os trabalhos da Agecopa. Ele é um dos que defendem a implementação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande, enquanto Brito defende o BRT.
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