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Nacional
Sábado - 05 de Outubro de 2013 às 00:11

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A Polícia Civil de Campinas (SP) pediu, nesta sexta-feira (4), a prisão preventiva dos três suspeitos de participar do assassinato do estudante Denis Casagrande, que foi linchado e esfaqueado dentro da Unicamp durante uma festa. O delegado do caso, Rui Pegolo, também sugeriu a apreensão dos dois menores suspeitos de participar do espancamento da vítima. A Justiça e o Ministério Público (MP) devem avaliar os pedidos na próxima semana.


Denis Papa Casagrande, de 21 anos, morreu esfaqueado durante uma festa na Unicamp em Campinas (Foto: Reprodução/ EPTV)


Denis Papa Casagrande, de 21 anos, morreu após
ser esfaqueado na festa (Foto: Reprodução/ EPTV)

O estudante morreu no dia 21 de setembro, segundo a conclusão da Polícia Civil no inquérito, após ser confundido com um rapaz que teria assediado a integrante de um grupo autointitulado anarcopunk durante o evento. O estudante foi atingido no coração por uma faca e apanhou durante cerca de 15 minutos após ser cercado por ao menos 30 pessoas.

Maria Tereza Peregrino, que assumiu ter dado a facada em Casagrande, e o namorado dela, Anderson Mamede, que confessou ter participado das agressões, já estão presos temporariamente, mas o Pegolo quer que a prisão deles seja por tempo indeterminado. O terceiro suspeito, André Ricardo de Souza Motta, que foi indiciado nesta quinta-feira, está solto, e a intenção da polícia é que até o fim da semana que vem a prisão dele seja autorizada.

“Nossa alegação é garantir a segurança das testemunhas protegidas, que auxiliaram no inquérito, além de garantir a ordem pública. Nós entendemos que eles soltos oferecem risco à sociedade”, alegou Pegolo, que já havia dito que o casal apresenta comportamento agressivo e que é inapto ao convívio social. A prisão temporária do casal vence no dia 12 de outubro. A expectativa do delegado é que a Justiça avalie a prisão preventiva - por tempo indeterminado - até o fim da semana que vem.

Sobre os menores de idade, o delegado explica que o procedimento de apreensão é diferente. A polícia enviou nesta sexta-feira ao MP uma sugestão para que os dois adolescentes de 15 e 16 anos sejam internados provisoriamente à Fundação Casa. Eles são apontados como agressores da vítima e a polícia entende que eles impediram que o socorro ao estudante fosse feito após a facada. “O desfecho poderia ter sido outro”, falou o delegado em entrevista nesta quinta, quando a Polícia Civil concluiu o caso.

Casal indiciado após morte de estudante na Unicamp foi preso em Campinas (Foto: G1)


Casal indiciado por morte de aluno da Unicamp
foi preso em Campinas (Foto: G1)

O que dizem os envolvidos
O advogado Rafael Pompermayer, que defende Maria Tereza, disse que já esperava que este pedido fosse feito pelo delegado. O defensor disse que a polícia se baseou apenas em relatos de testemunhas e não apresentou nenhuma prova que demonstrasse a necessidade de prisão preventiva. Ele lembrou que aguarda a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo para um pedido de habeas corpus para a cliente dele.

Mamede não tem advogado e, como segue preso, não há um novo posicionamento dele para o caso. Durante seus depoimentos, entretanto, ele disse à imprensa que eles agiram em legítima defesa porque, segundo ele, o universitário “tentou agarrar ela [Maria] à força, bateu nela”.

Motta também não foi localizado para comentar o pedido de prisão. Nesta quinta-feira, entretanto, ele falou à EPTV e negou qualquer participação na morte. Ele negou ser integrante do grupo punk e afirmou não ter participado de nenhuma agressão. Motta disse, ainda, que conhece Mamede, o encontrou por acaso na festa e só entrou na confusão para proteger o conhecido. "Quando eu cheguei já tinha acontecido, o rapaz já tinha apanhado".





Fonte: Do G1

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