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Cidades/Geral
Sábado - 23 de Julho de 2011 às 08:48
Por: Amanda Alves

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O Distrito de Nossa Senhora da Guia vive o desenvolvimento, mas também o abandono do poder público por questões essenciais. À beira de completar 281 anos de fundação, a população de 7 mil habitantes enfrenta ainda a luta pelo direito ao serviço de saúde e água. A ambulância quebra frequentemente e a água na torneira chega somente a cada 2 dias para aflição dos moradores. Ruas que são referência para o trânsito de ônibus e viajantes, como a estrada velha para Acorizal, ainda estão no chão batido.

O Programa de Saúde da Família (PSF) atua no momento sem médico. A unidade conta apenas com 1 profissional, mas ele está em férias e a população segue descoberta. Existe apenas uma equipe multiprofissional e ela é responsável por 995 famílias. A cozinheira, Adriana Cordeiro, 41, diz que o atendimento mais próximo está na Policlínica do Verdão. São 28 quilômetros e o grande problema no momento é a falta de ambulância. O veículo está quebrado há 15 dias.

Com esta situação, os moradores precisam recorrer aos vizinhos, pagando pelo combustível. A ambulância é velha e com frequência ocorrem interrupções no serviço por falha mecânica. Adriana conta ainda que o atendimento odontológico está desativado. Marcar um dentista é dificílimo e a população nem conta mais com o serviço. Faltam materiais e equipamentos em boa condição.

A própria sede do PSF está sucateada, com portas enferrujadas, paredes descascadas e com infiltração e piso gastado. O forro também necessita ser trocado devido aos cupins. O prédio foi construído em 1975 e desde então não passou por reforma. Em 2004 houve uma ampliação da cozinha, expurgo e setor de esterilização.

O presidente da Associação de Moradores, Luciano de Figueiredo, lista outras deficiências do Distrito. Pelo menos 4 ruas principais precisam de pavimentação: Vicente de Figueiredo, Luiz Firmino, São Benedito e Benedito Jondi, a estrada velha da Guia. Elas causam poeira dentro das casas e dificultam o trânsito de pedestres e motoristas.

Abastecimento de água é precário. Apesar de estar margeado pelo rio Coxipó-Açu, falta água a cada 2 dias nas residências. A população sofre com a irregularidade e reivindica uma solução. Se for destinada água para todas as moradias, Luciano diz que falta água e o rodízio é realizados há muitos anos. Um dia chega para os moradores do Centro, outro dia na Fazendinha.

A falta de opção de lazer é outro problema. O autônomo, Balduíno José Defanti da Cruz, 34, lembra que há 2 anos utilizava o miniestádio para oferecer aula de futebol. Hoje, basta olhar para o campo e reconhecer a impossibilidade de realizar qualquer tipo de atividade esportiva. O gramado está seco, sem vida, os vestiários depredados e já servindo como ponto de uso de drogas.

Eram 250 alunos na escolinha de Balduíno, que sonha em retornar com o projeto, mas diz haver fala de recursos. "Antes a gente até tentava juntar um dinheiro de cada um, mas há meninos que não podem contribuir com nada".

Ele destaca que a escolinha seria peça importante para atender a demanda das crianças e adolescentes. No miniestádio ele também pensa em promoção de torneios, mas com a atual situação do local, se torna impossível.

Balduíno lamenta a situação, pois a quadra da escola do bairro não atende toda a demanda e em determinados dias se encontra fechada para os interessados. Incentivo é um item em falta e ele luta por mais amparo do poder público.





Fonte: Do GD

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