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Internacional
Quinta - 09 de Junho de 2011 às 08:46

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O Greenpeace pediu nesta quinta-feira ao Governo japonês a evacuação de mulheres grávidas e crianças de áreas com altos níveis de radiação e denunciou que existem muitas dúvidas entre a população sobre a crise na usina nuclear de Fukushima.

Em entrevista coletiva em Tóquio, o diretor internacional do Greenpeace, Kumi Naidoo, pediu às autoridades japonesas que garantam a saúde de seus cidadãos após o acidente nuclear de Fukushima e solicitou que proporcione à população informação e os recursos necessários nas regiões afetadas.

Segundo a organização, é necessário que o Governo ofereça um apoio econômico e logístico completo e retire imediatamente dos locais com alto nível de radiação os grupos de risco, concretamente mulheres grávidas e crianças.

"Os cidadãos vivem em meio a incertezas, sem poder tomar decisões" e sem assessoria oficial sobre os índices de radiação nem conhecimento sobre as medidas de prevenção, disse Naidoo.

O Greenpeace organizou a entrevista coletiva após realizar, durante dois dias, um trabalho de campo para analisar as regiões afetadas a cerca de 60 quilômetros da central.

A organização revelou sua preocupação com o alto nível de radiação acumulado nos arredores de Fukushima, que situou entre 2 e 3 microsievert por hora.

Em algumas regiões, como em uma creche do centro, foram detectados índices de 3 microsievert por hora com picos de 4,7 microsievert, afirmou o diretor da campanha de energia nuclear do Greenpeace Internacional, Jan Beránek.

Segundo o ecologista, nas áreas submetidas à limpeza, os níveis eram de até 0,5 microsievert por hora, um número sete vezes maior que nível normal.

Para o diretor do Greenpeace no Japão, Junichi Sato, "os cidadãos de Fukushima estão expostos a uma ameaça invisível", sem ter acesso à informação sobre os possíveis índices de contaminação dos alimentos.

Além disso, a organização reivindicou ao Governo japonês a limpeza completa das áreas contaminadas, que comunique os riscos de uma exposição superior a 1 milisievert anual e a realização de análises do nível de radiação.





Fonte: EFE

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