Deputado Savi quer excluir MT da Amazônia Legal
“Fazer parte dela (Amazônia Legal) se tornou um peso para o nosso Estado e não traz nenhum benefício. Há um conceito político e não geográfico”, opinou o parlamentar, segundo a Secretaria de Imprensa da Assembléia Legislativa.
O parlamentar argumentou que o estado de Mato Grosso entre “os entes federados que compõem a Amazônia Legal, é aquele que mais se difere, devendo por isso ser discutida a sua permanência ou a sua exclusão desta condição fruto de um conceito político e não de um imperativo geográfico”.
A proposta do deputado estadual é um velho anseio da Federação da Agricultura do Estado de Mato Grosso (Famato). Em agosto de 2005, o presidente da entidade, hoje deputado federal Homero Pereira (PR), apresentou a proposta para o Estado sair da Amazônia Legal.
Pelo menos na Assembléia Legislativa, o parlamentar recebeu apoio de parte da bancada de sustentação do governo do Estado.
“O fato de Mato Grosso pertencer à Amazônia Legal é nocivo à atividade rural. Nós temos que reconquistar nossa condição de estado do Centro-Oeste e precisamos fazer o Ibama compreender que o produtor de Mato Grosso não pode ser tratado de maneira diferenciada dos seus colegas que cultivam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas, Bahia, etc.”, argumentou Homero, à época que apresentou a proposta.
Já na proposta de Savi a convocação de um plebiscito visa ouvir toda a população. Segundo seu projeto de lei, todas as despesas para realização da consulta à população estadual correrão por conta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a quem cabe organizar também todo o processo.
Ao que tudo indica, a Famato continua concordando com a proposta de excluir Mato Grosso da Amazônia Legal. Um integrante da entidade, Amado de Oliveira Filho, ouvido pela Assembléia Legislativa, disse que “o plebiscito é uma boa saída para se resolver esse impasse. Resolve-se o passivo ambiental de nossa garganta e é a chance de esclarecer tudo para a sociedade durante a campanha do plebiscito, avaliou Amado.
“Atualmente, na Amazônia Legal, Mato Grosso possui uma reserva de cerrado de 35% e a floresta de 80%, enquanto que com a exclusão esses índices cairiam para 20% de cerrado e 50% das florestas. É uma briga muito boa e oportuna, e a campanha precisa ser feita nas escolas também”, disse o integrante da Famato.
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