Sob dengue e gripe suína, secretários enfrentam ano de caos
O inverno terminou e as chuvas e altas temperaturas voltaram para desespero de Augustinho e dos secretários nos 141 secretários mato-grossenses. Foi montada uma espécie de megaoperação contra a dengue, mas não houve resultado satisfatórios. Nem mesmo os arrastões e as campanhas publicitárias que apelaram para a emoção impediram que o tipo 2 da doença, considerado mais grave, voltasse a ser registrado em Mato Grosso. Quase 47 mil pessoas já sofreram com os sintomas provocados pela picada do mosquito Aedes Aegypty. Outras 52 não resistiram e morreram. Uma epidemia sem precedentes pode ocorrer, já que o Estado registra 320% a mais de casos da doença em relação ao mesmo período no ano passado.
Como se não bastasse a impotência em controlar a dengue, uma doença sazonal, que parecia ser apenas um problema de gestão do secretário de Saúde de Cuiabá, que até semana passada era Luiz Soares, substituído por Maurélio Ribeiro, e da secretaria de Saúde de Várzea Grande, Jaqueline Guimarães, parece ter se tornado uma verdadeira “epidemia” em Mato Grosso. Desde que as discussões em torno da Saúde começaram na CPI, que investiga o setor, prefeitos de todo o Estado sofrem com críticas da população e dos servidores. Todos questionam a falta de estruturas física e humana. Faltam até insumos e medicamentos primários.
Tanto desgaste atinge em “cheio” os gestores. Os prefeitos Wilson Santos (PSDB), de Cuiabá, e Murilo Domingos, de Várzea Grande, são os que mais tiveram a imagem desgastada. Nota-se clima de desespero na saúde pública também em outras cidades-pólos, como em Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis. Já o governador Blairo Maggi (PR), que parecia imune a tanta crise, entrou no pacote. Seu secretário Augustinho Moro tenta impedir que a “bomba” exploda justamente em ano eleitoral, afinal, problemáticas na saúde devem nortear os debates. Detalhes: todos são co-responsáveis pelo caos no setor.
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