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Politica Brasil
Terça - 10 de Novembro de 2009 às 13:27

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A reviravolta na condução dos trabalhos da CPI da Saúde na Assembleia trouxe à tona um personagem que andava um tanto distante dos embates político-partidários em torno das eleições de 2010, o deputado estadual Sérgio Ricardo (PR). Apresentador de TV e com estilo populista, ele sempre se esforça para ficar no centro das discussões para encampar projetos de candidatura por ser considerado um nome de fácil apelo popular, principalmente na Baixada Cuiabana. Sérgio aparece na TV construindo casas populares, em campanha de limpeza de rio, na defesa do meio ambiente, vendendo veículos e em discurso.

Ele iniciou sua vida pública como vereador e está no segundo mandato de deputado. Foi presidente da Assembleia e governador por cinco dias. Hoje é o primeiro-secretário da Mesa Diretora. Sérgio passou pelo PMN, DEM (extinto PFL), PPS e está no PR. Usa o programa televisivo como vitrine e, assim, consegue ficar em evidência mesmo em situações políticas desfavoráveis, como foi na emblemática derrota à Prefeitura de Cuiabá em 2004, quando concorreu pelo PPS. Não conseguiu chegar ao segundo turno. No ano passado, lançou pré-candidatura a prefeito, mas foi atropelado pela turma da botina, que concorreu e perdeu com Mauro Mendes. Depois, Sérgio anunciou projeto para governador e, de novo, o grupo do governador Blairo Maggi "minou" suas pretensões. Sinalizou para cargo vitalício de conselheiro do TCE e foi "fritado". Agora, busca o terceiro mandato e consegue assumir a presidência da CPI da Saúde, outro trunfo para "roubar" a cena.

A menos de um ano das eleições, Sérgio, num fogo cruzado entre o prefeito da Capital Wilson Santos e o grupo do governador Maggi, tem a missão de conduzir as investigações para detectar as razões do caos na saúde e apontar solução. A CPI é considerada uma prévia do embate eleitoral de 2010. Os trabalhos serão transmitidos ao vivo pela TV Assembleia. Por ser o presidente, Sérgio naturalmente será espécie de porta-voz dos membros da comissão. Ele conduziu a primeira reunião que definiu os cargos dos integrantes da CPI como se tivesse apresentando programa de TV, mais preocupado com as câmaras.

Se de um lado Sérgio tem nas mãos a chance de reforçar seu nome à reeleição, o que lhe permitirá seguir sonhando com uma vaga no TCE, de outro corre risco de enterrar seu prestígio e apelo popular se não conseguir intermediar uma solução junto ao governo e à prefeitura quanto à crise da saúde. Seu futuro político depende do bom andamento dos trabalhos da CPI e da colaboração de Santos e de Maggi. (Andréa Haddad)





Fonte: RD News

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