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Politica Brasil
Quinta - 23 de Julho de 2009 às 06:12

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A juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque Silva, 36, da Justiça mato-grossense, foi escolhida como a nova relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a independência do poder Judiciário. Nascida em Florianópolis (SC), Gabriela vive desde a infância em Mato Grosso e marca a história como a primeira representante do Brasil a ocupar tal posto, de visibilidade internacional.

Gabriela superou representante espanhola e um cubano na disputa pela vaga. A juíza contava com o apoio do Itamaraty e da presidência do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A pré-seleção, que havia incluído Gabriela na lista de principais cotados à cadeira na ONU, tinha sido feita pessoalmente pelo presidente do Conselho de Direitos Humanos, o nigeriano Martin Ihoeghian Uhomoibhi.

A oportunidade de disputar um cargo na entidade defensora da relação diplomática e da preservação dos direitos humanos entre os países surgiu há mais de um ano, quando a ONU abriu a vaga para “special-rapporteur”. As inscrições foram encerradas em abril deste ano e exigia notório saber jurídico de Direitos Humanos, ampla formação educacional e domínio de língua estrangeira.

O título de relator especial é dado a pessoas que trabalham em nome de várias regionais e organizações internacionais que detêm mandatos específicos para investigar, acompanhar e recomendar soluções específicas aos problemas dos direitos humanos no panorama mundial.

Gabriela Knaul de Albuquerque Silva é graduada em Direito pela Universidade de Cuiabá (Unic) e pós-graduada em Direito Público pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e atualmente cursa MBA em Gestão do Judiciário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). A carreira é marcada pela experiência de juíza titular em Sinop (500 quilômetros ao Norte de Cuiabá), que durou quatro anos (2004-2008). Antes, ela chegou a atuar em Rondonópolis.

Por indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Gabriela Albuquerque passou a integrar recentemente o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), auxiliando na coordenação do desenvolvimento do planejamento estratégico que servirá de base para modernizar o Judiciário de todo o país.





Fonte: Diário de Cuiabá

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