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Economia
Sexta - 01 de Agosto de 2008 às 11:18

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O crescimento de 6,3% da indústria no primeiro semestre foi o maior para o período desde 2004, quando havia sido registrada expansão de 8,3% de janeiro a junho. O coordenador de indústria do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Silvio Sales, lembrou que a base comparativa desse ano é mais elevada do que em 2004, quando o ano anterior havia sido fraco.

"É uma taxa expressiva. A indústria, já no primeiro semestre do ano passado, cresceu nessa faixa de 6% e manteve o ritmo. É bom frisar que o segundo semestre do ano passado, que é a base de comparação que entra, teve um desempenho elevado. Para se garantir esse 6% até o final do ano, terá de haver uma aceleração daqui para frente, já que há uma base mais alta", ponderou Sales.

A alta de 2,7% verificada em junho, em comparação ao mês anterior, mostra um quadro de aceleração da indústria, mas que ainda não é configurada como uma tendência daqui para frente, segundo Sales. O quadro até maio indicava uma estabilidade da produção, em patamar elevado. Os números de junho foram influenciados por setores como de automobilístico, celulose, refino e produção de petróleo e metalurgia básica.

"Essa aceleração é fruto, principalmente, de um crescimento mais forte entre veículos e máquinas e equipamentos, e mais recentemente, da atividade de construção", comentou Sales.

Outro fator, ainda que não preponderante, foi o calendário. De maio para junho deste ano, houve um dia útil a mais do que em igual período em 2007. No próximo mês, o efeito será parecido, com um dia a mais de produção.

Juros

Na avaliação de Sales, o resultado demonstra que a política de elevação da taxa Selic de juros iniciada em abril pelo BC (Banco Central) ainda não afetou a indústria. O especialista destaca que o setor de bens de capital, que concentra os investimentos que geram riqueza, vem mantendo taxas de crescimento significativas. Para Sales, isso demonstra que há um "ciclo de investimentos expressivo".

"Esse forte desempenho do setor de bens de capital deverá jogar a favor da taxa de investimento medida no resultado do PIB [Produto Interno Bruto] do primeiro semestre", disse Sales.

De janeiro a junho deste ano, a produção de bens de capital aumentou 17,1% em relação a igual período no ano passado. Sales ressaltou que no primeiro semestre de 2007, a produção do setor havia crescido 16% frente a igual período em 2006. A mesma observação foi aplicada ao setor de bens de consumo duráveis, que cresceu 13,9% no primeiro semestre deste ano.

"Esses setores são importantes e vem tendo um crescimento superior a dois dígitos há muito tempo. É difícil manter esse ritmo diante de uma base forte como a do ano passado", afirmou Sales.





Fonte: Folha Online

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