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Meio Ambiente
Quarta - 03 de Outubro de 2007 às 07:31
Por: Jocelaine Simão

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Ontem Tangará da Serra amanheceu sob uma forte nuvem de fumaça. Parte da cidade permaneceu o dia encoberta pela fumaça, o que preocupou a população. A suspeita é de que a fumaça seja conseqüência de queimadas efetuadas na área rural.

A baixa umidade do ar e o clima seco vem elevando o número de internações por infecções respiratórias, principalmente em crianças e idosos. Sem chuva e com os termômetros acima dos 35 graus, a umidade do ar já está na casa dos 20%, patamar que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) pode causar riscos à saúde.

Por causa desse clima e com o aumento da poluição no ar muitas pessoas sofrem com problemas respiratórios e alergias. Nessa época, as gripes, resfriados, pneumonia, sinusites e alergias como rinites e asma se agravam. Os principais sintomas causados pelo clima seco são tosse, falta de ar, sensação de ressecamento da mucosa nasal, pigarro e nariz escorrendo.

As crianças, os idosos e os alérgicos são os que mais sofrem. "Crianças e idosos são mais suscetíveis às infecções virais freqüentes nessa época. Os alérgicos também, porque a baixa umidade do ar e a poluição são fatores irritantes para as mucosas e desencadeiam crises", explicou a enfermeira Denise Lima de Oliveira, informando ainda que os casos de internações por doenças respiratórias, principalmente broncopneumonia, aumentaram significadamente nos últimos dias na Unidade Mista de Saúde (UMS). “Os oito leitos da pediatria como os 14 adultos estão lotados na UMS”, declara a enfermeira chefe do local, frisando que os idosos e as crianças são os que mais sofrem.

Os médicos alertam que mesmo quem não tem alergia pode ter os sintomas da rinite, por exemplo. Segundo ele, a mucosa mais ressecada pode desencadear sintomas na pessoa que não é alérgica, como sensação de respiração mais difícil com nariz ressecado e eventualmente pequenos sangramentos nasais.

Os filhos da dona de casa Mariângela Santos sofrem de rinite alérgica e, todo dia, é a mesma rotina: toalhas ensopadas são espalhadas pela casa. “Resolver completamente não resolve, mas a umidade da toalha ou as bacias com água ajudam bastante na hidratação”, diz.

Já a aposentada Luiza Antônia, de 75 anos, só consegue dormir tranqüila com o umidificador ligado. Durante o dia ela abusa da água de coco para se hidratar. “Se continuar essa seca do jeito que está, eu acho que não agüento!”, diz a aposentada.

A Administração de um outro hospital local também confirma aumento nas internações por infecções respiratórias, principalmente em crianças e idosos.

Confira as recomendações para evitar problemas com a baixa umidade do ar:

Acompanhar as informações do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) sobre as previsões de umidade e temperatura divulgadas pelos meios de comunicação em geral.

Procurar usar roupas leves quando a temperatura estiver acima de 28°C.

Evitar exposição prolongada ao sol durante os horários de maior calor (das 12h às 16h). Ingerir bastante líquido.

Dormir em local mais arejado e umedecido (podem-se usar umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água).

Evitar choque térmico (sair de ambientes com ar condicionado para ambientes quentes e vice-versa).

Planejar as atividades físicas para o período da manhã (até as 11h) ou para depois das 17h.

Não tomar banho com água muito quente em dias de temperaturas elevadas, para evitar o ressecamento da pele.





Fonte: Diário da Serra

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