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Meio Ambiente
Terça - 19 de Junho de 2007 às 10:33

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Os seis cientistas criticam implicitamente o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), da ONU, por subestimar a elevação do nível dos oceanos neste século como conseqüência do derretimento das geleiras e das calotas polares.

Em vez de uma elevação de 40 centímetros do nível do mar, prevista pelo IPCC, os cientistas americanos - liderados por James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa - prevêem que o nível dos oceanos subirá vários metros até 2100.

O relatório alarmante da equipe de cientistas, divulgado hoje pelo jornal britânico "The Independent", foi publicado na revista científica "Philosophical Transactions of the Royal Society".

Além de Hansen, assinam o trabalho Makiko Sato, Pushker Kharecha e Gary Russell, também do Instituto Goddard; David Lea, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara; e Mark Siddall, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, na Universidade Columbia (Nova York).

No estudo de 29 páginas, intitulado "A mudança climática e os gases-estufa", os seis pesquisadores renunciam em algumas ocasiões à fria linguagem científica para insistir na importância dos problemas e desafios impostos pelo aquecimento do planeta.

Os especialistas afirmam que "a civilização se desenvolveu e construiu amplas infra-estruturas durante um período de estabilidade climática pouco comum, o Holoceno, que já dura quase 12 mil anos e está perto de acabar".

Segundo os cientistas americanos, a humanidade não pode permitir a queima continuada das reservas de combustíveis fósseis restantes, pois fazê-lo significará o surgimento de "um planeta diferente do que serviu de suporte à atual civilização".

Segundo James Hansen, a humanidade tem apenas dez anos para aplicar as duras medidas necessárias para reduzir as emissões de gases-estufa e evitar a elevação das temperaturas do planeta. Se não for assim, o aquecimento resultante pode fazer com que as calotas polares se derretam rapidamente, processo que se agravará ainda mais quando a luz do Sol, que atualmente é refletida pela superfície branca do gelo, começar a ser absorvida pelas escuras águas marinhas.





Fonte: EFE

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