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Politica Brasil
Sexta - 23 de Março de 2007 às 15:40

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Depois de tomar posse nesta sexta-feira como novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes evitou opinar sobre um dos mais polêmicos assuntos envolvendo a sua pasta, a produção de transgênicos.

Apoiado pelo governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que é radicalmente contra os transgênicos, Stephanes preferiu dizer que "ministro não pode ter uma posição própria, e nem deve ter uma posição regional", mas deve seguir uma política de governo.

"Nós temos uma lei que regulamenta essa questão [cultivo de transgênicos], temos uma comissão que trata disso, e temos uma política de governo que trata disso", disse.

Ele voltou a dizer que é adepto do diálogo e que vai buscar o entendimento, respeitando a legislação e as decisões das instituições. O ministro, que assume o cargo oficialmente na próxima terça-feira, disse que a oposição da bancada ruralista à sua indicação para a pasta está superada.

"Isso agora é assunto que passou, não foi toda a bancada ruralista [que fez oposição], alguns membros tinham suas razões, eu vou respeitá-las. Estou mantendo contato com todos", disse Stephanes, que já tem um jantar marcado para este sábado com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), um dos que criticaram a sua escolha.

Boa parte da bancada ruralista, no entanto, não compareceu ao Planalto para prestigiar o novo ministro. "Minha função é manter o entendimento com todas as áreas", afirmou, ao comentar que seguirá a recomendação do presidente Lula de "olhar por aqueles que mais precisam".

Embrapa

Após a solenidade de posse no Planalto, o ministro confirmou que o atual presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Sílvio Crestana, permanecerá no cargo.

Ele admitiu que a permanência de Crestana foi uma recomendação do presidente Lula, mas disse que manteria o presidente da estatal por todas as informações que obteve sobre ele, e pelo trabalho e competência do "grande cientista".

Questionado se teria propostas para ampliar as exportações de etanol (álcool), o ministro disse que o governo já tem planos e uma política não só para o etanol como para o biodiesel.

Ciente de que o assunto envolve outros ministérios, o novo ministro disse que os custos de produção do etanol no Brasil estão entre os mais competitivos do mundo, mas destacou que é preciso estar atento em relação às questões ambientais e eventual competição com outras culturas.





Fonte: Folha Online

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