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Politica Brasil
Terça - 28 de Novembro de 2006 às 22:13

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O deputado federal eleito Juvenil Alves (PT-MG) informou nesta terça-feira, por meio de nota, que não foi comunicado pelo PT sobre ter sido suspenso temporariamente pelo partido.

De acordo com sua assessoria de imprensa, Juvenil Alves, que foi o deputado mais bem votado do PT em Minas, recebeu telefonemas de solidariedade de políticos petistas, mas não foi procurado oficialmente pelo partido (clique para ler a íntegra).

O escritório de Juvenil Alves negou ainda a realização de atividades ilícitas e afirmou que comentará o caso após ter acesso à documentação do processo. “(Juvenil Alves) deixa no momento de comentar maiores detalhes sobre as acusações que lhe são imputadas, pois como o caso, ainda está em fase de investigação, não é normal que se abra prazo para defesa. Mas, tão logo tenha acesso a documentação das autoridades, segundo as manifestações e direitos que a lei lhe permite, voltará a se pronunciar oportunamente”, diz a nota.

O secretário de Comunicação do PT de Minas, Luís Carlos da Silva, afirmou que ficou como tarefa do presidente do partido, Nilmário Miranda, candidato derrotado ao governo de Minas, comunicar Juvenil Alves sobre a suspensão. Silva disse ainda que, se a comunicação não ocorreu até o momento, o partido verificaria o motivo e tomaria uma atitude na quarta-feira (29).

Juvenil Alves foi solto pela Justiça na madrugada desta terça após passar cinco dias detido na Polícia Federal de Minas em razão da Operação Castelhana, que investiga uma organização criminosa que seria responsável por rombo de cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Alves, que é advogado na área de direito internacional, é acusado de ser responsável por trâmites burocráticos no exterior e no Brasil, além da constituição de empresas de fachada.

Juntamente com Alves foram liberados na madrugada desta terça outros oito presos na operação, entre eles o ex-deputado federal Avelino Costa, detido na condição de empresário que seria supostamente beneficiado com o esquema.

Operação Castelhana A operação que levou à prisão de Alves e Costa, batizada de Castelhana, prendeu já prendeu outras 13 pessoas em três Estados (MG, SP e RJ) e no Distrito Federal. Entre os acusados estão políticos, empresários, contadores e advogados, segundo a PF.

Os acusados poderão responder por crimes de lavagem de dinheiro, informação falsa em contrato de câmbio, evasão de divisas, sonegação fiscal, estelionato contra a fazenda pública, quadrilha e falsidade ideológica.

As investigações da PF apontam que os crimes eram cometidos para permitir que empresários mantivessem seus bens fora do alcance de possíveis cobranças fiscais e execuções judiciais. No total, as penas podem superar 35 anos de reclusão.





Fonte: G1

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