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Politica Brasil
Sábado - 07 de Outubro de 2006 às 15:07

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O delegado da Polícia Federal (PF) Diógenes Curado, responsável pelas investigações da negociação do dossiê que associaria políticos do PSDB à compra de ambulâncias por preços superfaturados, se reúne segunda-feira com quatro sub-relatores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas - os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), Vanessa Graziotin (PcdoB-AM), Paulo Rubem Santiago (PT-PE) e Carlos Sampaio (PSDB-SP).

A reunião deve acontecer em Cuiabá, capital do Mato Grosso. Para o delegado, Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT, está envolvido com a compra do dossiê.

Sampaio, que é subrelator de Sistematização da CPI, disse que levará ao encontro um cruzamento de informações do inquérito da PF, do banco de dados das CPIs dos Correios e dos Sanguessugas e de notícias divulgadas pela imprensa. O levantamento foi feito pelo deputado e por técnicos da comissão na madrugada de quinta para sexta-feira.

Na avaliação dele, o ex-presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, está envolvido direta ou indiretamente com a negociação do dossiê. "Tenho certeza que Berzoini sabia de tudo, porque esse organograma mostra que as pessoas envolvidas na compra do dossiê tinham ligação direta ou indireta com ele. Não tem como ele não saber".

Ontem, Berzoini se licenciou da presidência do partido, cargo que ocupava desde o início do ano. Em entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo, ele afirmou não ter "qualquer temor" em relação a "qualquer investigação".

Segundo o deputado tucano, o ex-coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tinha conhecimento da origem do dinheiro supostamente usado para a compra do documento. "Na medida em que ele não perguntou a nenhum dos envolvidos a origem do dinheiro, e não fez um movimento para apurar responsabilidades, é porque sabia de tudo", disse, acrescentando ter "convicção" de que o montante é "de origem ilícita".

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que também é sub-relator da CPI, pondera que as investigações tanto da negociação do dossiê como dos envolvidos no esquema de compra superfaturada de ambulâncias deve ser feita com cautela. "Este é um momento de muita tensão por causa da disputa presidencial envolvendo o PT e o PSDB. É preciso ter muita tranqüilidade para não deixar as investigações tomarem outros rumos".





Fonte: Agência Brasil

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