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Repórter News - reporternews.com.br
Politica Brasil
Sábado - 08 de Julho de 2006 às 11:56

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O PT quer o movimento sindical engajado na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aumentar a probabilidade de vitória num primeiro turno. Ontem, no diretório nacional da legenda, em São Paulo, coordenadores da campanha decidiram criar um comitê sindical nacional. A idéia é preparar cerca de 50 mil dirigentes sindicais para atuarem como "formadores de opinião" e convençam os trabalhadores a votar em Lula.

Além da definição de duas datas para grandes mobilizações nacionais e passeatas --19 de agosto e 1º de setembro--, a "catequese" sindical seria feita diariamente nas portas e comitês de fábrica, com minicomícios e debates sobre política. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) estima que o universo de eleitores ao alcance do sindicalismo chegue a 22 milhões de trabalhadores. "Temos o direito de dizer o que pensamos. Não temos nenhum receio de dizer que Lula é melhor que Alckmin. E vamos para a rua fazer essa campanha", afirmou o secretário de Relações Internacionais da CUT e secretário de mobilização do PT, João Felício.

A escolha de João Felício para planejar o apoio do sindicalismo e movimentos sociais a Lula ocorreu na semana passada, no dia em que o Datafolha apontou o crescimento do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas. Os petistas alertaram a militância que a eleição não está ganha. Felício disse que os militantes vão organizar debates nos locais de trabalho, "na entrada da fábrica, de manhã, conversando na porta, na saída, ou dentro do local de trabalho". "Como trabalhador, tenho o direito de dizer para os colegas o que eu penso da vida. Em local de trabalho também se debate política", disse.

Além da CUT, estão envolvidos nos atos dirigentes da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), sindicalistas do PC do B e PSB, e parte da Força Sindical (Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco). No dia 19 de agosto, esses dirigentes sindicais preparam uma grande plenária nacional, em São Paulo, com a presença de Lula.

No dia 1º, a idéia é fazer a "mobilização nacional da classe trabalhadora", com passeatas em todas as capitais e nos maiores municípios do país. O evento pode ser ampliado e se transformar no dia de mobilização nacional dos movimentos sociais pró-Lula.

Segundo João Felício, todo o material de divulgação dos eventos, como cartazes, panfletos e tablóides, serão pagos pelo PT. "Faremos tudo dentro da lei", afirmou. Os dirigentes sindicais que participarem diretamente da campanha no comitê terão que se afastar das funções nos sindicatos.





Fonte: Folha Onlaine

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