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Politica Brasil
Segunda - 25 de Outubro de 2004 às 03:29
Por: Severino Motta

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O coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Antônio Cavalcante, o Ceará, acredita que o grande volume de representações sobre compra de votos protocolados na Justiça é reflexo da legislação, que com a Lei 9840/99 permite que os infratores sejam punidos não mais por um crime comum, mas sim eleitoral, e tenham seus cargos cassados com a rapidez necessária.

Segundo ele, até o ano de 2000, quando se iniciou o movimento, existia uma “feira livre de compra e venda de votos no Estado”. E não existiam tantas denúncias, pois a população e os próprios candidatos e coligação, que são quem têm a legitimidade para as denúncias, não tinham esperanças “nos processos que levavam 20 anos para ser resolvidos. A nova Lei explica o grande número de representações apresentadas”.

O coordenador ainda revelou que, com a presença maior do movimento na capital, inibiu-se parte da compra de votos. Mas também “fez com que as técnicas de compra ficassem mais apuradas. Temos agora também que apurar nossa fiscalização”, disse. Ceará afirmou que nas cidades do interior ainda continua a “feira livre” de compra e venda de votos. À medida que existirem mais denuncias fundamentadas e cada candidato fiscalizar o outro, a compra e venda de votos deve diminuir no Estado.

Ceará ainda argumentou que se existe a compra de votos é por que tem quem vende.

Protesto

“Por isso trabalhamos também com a formação do eleitor, com sua conscientização. Hoje o voto está banalizado e conseqüentemente a própria democracia. Tem jovens que vendem os votos para fazer festa, não entendem quantos seres humanos morreram em todo o planeta para alcançarmos o direito do voto”.

No MCCE já chegaram denúncias de compra de votos nas seguintes cidades: Juara, Juscimeira, Vila Rica, Poconé, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Dom Aquino, Torixoréu, Itiquira, Sinop, General Carneiro, Porto Esperidião e Araputanga. O coordenador ainda afirmou que nesta semana pelo menos mais 10 denúncias devem ser apresentadas.

“Na sexta-feira faremos um grande protesto com representantes de todos os municípios onde houve compra de votos, pois estamos achando que a Justiça está muito lenta na apuração de algumas das denúncias”, disse.




Fonte: Folha do Estado

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