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Meio Ambiente
Terça - 24 de Agosto de 2004 às 16:46
Por: ADRIANE RANGEL

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O Relator Nacional para Direitos Humanos Jean Pierre Leroy avaliou como negativo o a visita feita por ele e uma comitiva a diversas regiões do estado. Ele apontou a questão fundiária como o problema mais grave em Mato Grosso, devido às situações encontradas, tanto com os remanescentes de Mata Cavalo, em Livramento, pela situação dos Xavantes da Terra Indígena Marãwatséde, em Alto Boa Vista, e pelos atingidos pela Barragem de Manso, de Chapada dos Guimarães.

A coletiva foi realizada na Assembléia Legislativa, no Plenarinho Milton Figueiredo, na tarde do dia (23) e foi intermediada pelo representante da bancada petista, Ságuas Moraes, e obteve a participação de algumas entidades dentre elas; o Tribunal Regional do Trabalho (DRT), Fórum de Trabalho Escravo, o Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Fundação Nacional do Índio (Funai), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), além do apoio do Ibama.

“Fiquei impressionado, com as conseqüências por causa do progresso e do crescimento de Mato Grosso. Descobrimos seqüelas que somam problemas sociais e ambientais que parecem desastrosas e grave para o futuro do estado e da Amazônia”, afirmou Leroy. Durante a entrevista ele relatou sobre a Usina de Manso e Furnas.

“O desenvolvimento da agricultura na Barragem de Manso são precárias. As famílias que foram assentadas estão sem condições nenhuma”.

Ainda na entrevista ele relatou que a comitiva atravessou as bacias do Araguaia, Xingu e uma parte do Teles Pires onde puderam constatar uma grande degradação, nas áreas de proteção e foram observados por eles que nascentes e brejos não estão sendo preservados parece grave para população.

“Em todos os casos as comunidades resistem, mas foram obrigadas a sair de sua terra de origem para que atividades com grandes impactos sociais fossem implantadas, seja pela agricultura, seja pela construção da Usina”, explicou.

O relatório que foi levantado durante cerca de 10 dias de viagem, vai ser encaminhado para Organização Nacional das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA). O objetivo será além de prestar um levantamento sobre o que foi observado durante a visita servirá também como oportunidade para dar voz aos movimentos sociais apresentarem fatos que não foram contemplados durante a viagem.

“É importante ressaltar que o Estado precisa assumir essa luta como um problema dele, que afeta a população, a dignidade das pessoas, por isso se faz necessária fazer ações que atendam a necessidade da população”, frisou o parlamentar.

O representante do Fórum do Meio Ambiente e Desenvolvimento, Elton Rivas, vê a situação como latente e um problema que se arrasta durante muitos anos. “A intenção do Fórum ao chamar essa comissão é de tentar procurar criar alternativas para a resolução desses problemas”.




Fonte: Secretaria de Imprensa AL

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