Fronteiras com Mato Grosso terão câmeras de vídeo
Ontem, em Brasília, a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg) assinou um convênio com o Ministério das Cidades e com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), colocando o sistema de informações à disposição do governo. No mês passado a Fenaseg já havia assinado um convênio com o Ministério da Justiça para instalar ainda este ano mais 15 pontos.
"Eu diria que são grandes as chances de Mato Grosso ainda este ano entrar no projeto, mas será a Senasp que vai definir os pontos", disse ontem o diretor de Projetos e Serviços da Fenaseg, Horácio Cata Preta. A fronteira seca entre Mato Grosso e a Bolívia tem 700 quilômetros.
O projeto poderá ser de muito auxilio às autoridades policiais envolvidas, como é o caso da Polícia Federal e o Gefron (Grupamento Especial de Fronteira) que reúne as polícias Militar, Civil, Rodoviária Estadual e Federal e agentes fazendários. Além de atuarem para impedir que os veículos roubados passem pela fronteira, os agentes combatem o tráfico de drogas - em muitos casos os carros roubados são trocados pela droga.
O investimento feito pelas seguradoras no sistema é de R$ 1,5 milhão. Para o diretor Cata Preta, estes recursos podem dar um bom retorno para as empresas. "Os resultados compensam porque cada carro apreendido representa redução na sinistralidade das seguradoras", explicou o diretor. Durante a solenidade de formalização do protocolo com o Ministério da Justiça no dia 22 de julho, o presidente da Fenaseg, João Elísio Ferraz de Campos, afirmou que o mercado segurador se sentia honrado com a parceria e otimista com o caminho de integração que começa a ser trilhado no país.
A tecnologia usada no sistema foi idealizada pela Fenaseg e seguradoras e o programa inicial prevê a instalação de câmeras em 50 postos de monitoramento em locais estratégicos nas estradas nas cinco regiões do país. Inicialmente o convênio garante que até o final do ano serão instalados 15 postos, além dos seis que já estão em operação. Em 30 dias a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) irá definir onde serão instalados os equipamentos. A implantação do projeto é atribuição da Senasp.
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, considerou que a parceria coloca o setor de seguros e o governo no conceito chave do século 21, que é o de trabalhar em rede. A troca de informações por meio de uma rede pública e privada vai trazer mais benefícios para a sociedade. "É esse o enfoque do atual governo no trato da Segurança Pública, que teve como parceiro prioritário a Fenaseg", disse o ministro.
Já o secretário nacional de Segurança Público do Ministério da Justiça, Luiz Fernando Corrêa, destacou que um dos pontos mais positivos da parceria é a boa vontade das seguradores em colocar sua capacidade de informação sobre os veículos à disposição do Estado, que poderá ser utilizada no combate a outros tipos de crimes como o roubo de carga e contrabando.
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