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Politica Brasil
Terça - 19 de Outubro de 2021 às 21:21
Por: Allan Mesquita/Gazeta Digital

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Senado Federa

O afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), ganhou repercussão na CPI da Covid do Senado nesta terça-feira (19). Durante a oitiva do representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais (Conasems), Elton Chaves, o emedebista foi citado indiretamente pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), que integra a base aliada do governo Bolsonaro.

Ao reclamar dos pontos que não foram apurados pela CPI, o parlamentar afirmou que a população ficará sem respostas sobre os supostos desvios ocorridos em Estados e municípios do país. Como exemplo, ele apontou a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que bloqueou R$ 16 milhões do Emanuel, da primeira-dama, Márcia Pinheiro e outros investigados por um suposto esquema de contratações ilegais na Secretaria Municipal de Saúde.


"O trabalho dessa CPI não se encerra com o relatório final, o trabalho de senadores e senadoras devem ter continuidade para dar resposta efetivas ao povo brasileiro sobre o que foi apurado aqui e pelo que não foi. Quem está lá fora assiste indignado querendo essas respostas. Hoje mesmo um prefeito de uma importante capital do Brasil foi afastado pelo Tribunal de Justiça por suspeita de desvios de recursos da covid-19 e houve ainda a determinação de penhora e de bloqueio de bens na ordem de R$ 16 milhões", disparou.

A fala ocorreu durante a última audiência antes do encerramento dos trabalhos da CPI da Covid. O relatório com a conclusão da comissão está previsto para ser apresentado e lido nesta quarta-feira (20).


A CPI apura se houve negligência do governo federal nas ações de combate ao novo coronavírus. No entanto, desde o começo dos trabalhos, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e seus aliados vem defendendo que a investigação ocorra de maneira ampliada e também mire nas gestões municipais e estaduais.


Em agosto deste ano, Rogério chegou a protocolar um requerimento pedindo que os ex-secretários de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, e Célio Rodrigues e o ex-secretário de Gestão, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, fossem convocados para prestarem esclarecimentos na Comissão.


Na ocasião, o parlamentar justificou que os gestores foram alvos de operações por suspeita de corrupção e irregularidades na utilização de recursos públicos destinados ao combate do novo coronavírus. O pedido, contudo, não caminhou dentro da Comissão.


Nesta terça, o senador voltou a criticar a condução dos trabalhos e acrescentou que a conclusão da CPI deixou de lado diversas irregularidades cometidas por governadores e prefeitos. "Essa Comissão poderia estar prestando um trabalho muito melhor. A preocupação é com aquilo que essa Comissão não está fazendo que é investigar a roubalheira que aconteceu no âmbito dos Estados e municípios", finalizou.






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