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Quinta - 05 de Março de 2026 às 12:17
Por: Pablo Rodrigo/Gazeta Digital

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a contratação do ex-agente da Polícia Federal Newton Hidenori Ishii, conhecido em todo o país como ‘Japonês da Federal’, tem o único objetivo de implementar uma política de ‘boas práticas de compliance’ para sua administração.

“Ele topou ajudar a gente, principalmente com essa ideia de ajudar as secretarias a instalar boas práticas de gestão através de compliance. E eu gostei, achei que vai ser legal, principalmente pela identidade”, disse Brunini durante coletiva em que o apresentou como adjunto da secretaria municipal de Governo.

Ele também afirmou que a contratação seria uma ação midiática para a sua administração, já que ele se tornou um personagem famoso durante o período da Lava Jato.

“O que chama a atenção, que faz as pessoas ficarem presas na imagem dele, no rosto dele, porque estava na maioria das vezes nas operações da Polícia Federal daquela época, do Petrolão, do Mensalão. Alguns da esquerda o vê com pânico, com medo, outros da direita veem com nostalgia de um momento bom que passou no Brasil”, completou.

Abilio afirmou que a ideia é que o japonês da Federal realize palestras nas secretarias, conheça o fluxo da pasta, e depois implemente ‘boas práticas’ de orientação.

Já Newton diz que seu objetivo será administrativo e negou qualquer pretensão política para este ano. O salário, conforme o Portal Transparência, é de R$ 8,5 mil, com direito a verba indenizatória de R$ 6,4 mil, totalizando R$ 14,9 mil mensais.

“Newton é uma figura conhecida, experiente e inteligente. Fiz o convite para que ele atue na Prefeitura pelo período em que estiver em Cuiabá e ele aceitou. Agora, ele vai fortalecer nossa gestão”, disse Abilio .

O ‘Japonês da federal’ ficou conhecido durante as operações da Lava Jato na década passada, quando participou de dezenas de operações policiais. Em 2020 ele foi condenado pela Justiça Federal sob acusação de facilitação de contrabando pela fronteira Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, e ele perdeu o cargo.





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