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Judiciário e Ministério Público
Terça - 19 de Maio de 2026 às 10:42
Por: Andrelina Braz/Mídia News

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Lislaine dos Anjos G1
A desembargadora Adenir Alves da Silva Carruesco, que relatou ser vítima de racismo nas redes
A desembargadora Adenir Alves da Silva Carruesco, que relatou ser vítima de racismo nas redes


A desembargadora Adenir Alves da Silva Carruesco, que relatou ser vítima de racismo nas redes

A desembargadora Adenir Alves da Silva Carruesco, que relatou ser vítima de racismo nas redes

A desembargadora federal Adenir Alves da Silva Carruesco, do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, relatou ter sido vítima de racismo ao realizar compras em um supermercado de Cuiabá, no último domingo (17).

Para ela, era lógico que eu trabalhava ali e que eu estava ali para servi-la”

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a magistrada contou que, após fazer uma caminhada pela manhã, passou no supermercado, onde foi abordada por uma mulher.

Durante a interação, a desembargadora afirmou que a cliente insistia em pedir informações sobre produtos e a localização de setores do estabelecimento, acreditando que ela fosse funcionária do local.

“Caminhando entre as gôndolas, fui abordada insistentemente por uma senhora que queria informações sobre produtos e sobre a localização dos produtos. Para ela, era lógico que eu trabalhava ali e que eu estava ali para servi-la”, desabafou.


Durante o relato, a magistrada também falou sobre o racismo estrutural e a dificuldade da sociedade em reconhecer pessoas negras em espaços de poder.

“Ela agiu pela lógica. A lógica que o senso comum brasileiro internalizou: o lugar natural do preto é o serviço. A lógica diz: preto não ocupa espaços de poder”, ressaltou.

Cotada em 2023 para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, a desembargadora também ressaltou a forma como mulheres negras são vistas pela sociedade, frequentemente colocadas na base da pirâmide social brasileira.

“Eu, desembargadora, sem a toga, sou apenas mais um corpo preto que a razão brasileira insiste em enxergar como serviçal. O problema não é aquela mulher no supermercado. É a lógica que ela, sem saber, reproduz”, concluiu.





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