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Repórter News - reporternews.com.br
Meio Ambiente
Quarta - 17 de Junho de 2026 às 13:11
Por: Jolismar Bruno/Primeira Página

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Enquanto o bioma Amazônia apresentou recuperação de mais de 229 mil hectares da superfície de água no país após dois anos consecutivos de seca severa no Brasil, Mato Grosso registrou uma das maiores perdas hídricas no Pantanal, mantendo, em 2025, a superfície de água de 679 mil hectares. Esse número é 56% abaixo da média histórica (1985-2025) que é de 1,56 milhão de hectares.

amazonia conservadaLevantamento aponta de Amazônia recuperou as superfícies de água em 2025. – Foto: Ibama

Os números foram divulgados nessa terça-feira (16), no levantamento inédito do MapBiomas. A Amazônia encerrou 2025 com superfície de água 2,6% acima da média histórica.

O bioma, que concentra mais de 60% de toda a água superficial do Brasil, teve como destaque os estados do Pará e Amazonas, que registraram ganhos de 142 mil e 87 mil hectares, respectivamente, somando o ganho de mais de 229 mil hectares.

Segundo o estudo, o desempenho negativo de Mato Grosso está diretamente ligado à situação da Região Hidrográfica do Paraguai e do Pantanal. A região perdeu 53,8% da superfície de água em comparação com a média histórica, o equivalente a 877 mil hectares.

Rio ParaguaiMato Grosso registrou uma das maiores reduções de superfícies de água puxada pelo Pantanal. – Foto: Arquivo da internet

Os reflexos também aparecem nos municípios mato-grossenses. Cáceres figura entre as cidades brasileiras que mais perderam superfície de água, com redução de 189 mil hectares em relação à média histórica.

Cáceres sedia COP Pantanal e coloca bioma no foco das negociações climáticas. (Foto: Danielle Tavares)Cáceres está entre as cidades que mais perderam superfícies alagadas. – Foto: Danielle Tavares




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