Cesta recua pela 2ª semana seguida e fica abaixo de R$ 850 Queda de 2,04% foi puxada pela redução nos preços da batata e do tomate. Custo supera em 4,27% o registrado há um ano
O custo da cesta básica voltou a cair em Cuiabá e registrou nova redução na quarta semana de julho.
Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) mostra que o conjunto dos alimentos essenciais ficou 2,04% mais barato em relação à semana anterior, passando a custar, em média, R$ 848,96.
Apesar da queda, o valor ainda permanece 4,27% acima dos R$ 814,16 registrados no mesmo período de 2025, indicando que a acomodação dos preços observada nas últimas semanas ainda não foi suficiente para eliminar as altas acumuladas ao longo deste ano.
Segundo o boletim do IPF-MT, o movimento de recuo ganhou força porque deixou de se concentrar em poucos produtos e passou a atingir boa parte dos itens que compõem a cesta básica.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, esse comportamento favorece o orçamento das famílias e sinaliza um processo mais consistente de desaceleração dos preços.
"As variações negativas, observadas em mais da metade dos itens da cesta básica, demonstram que a desaceleração dos preços deixou de se concentrar em poucos produtos e passou a abranger uma parcela significativa do conjunto, contribuindo para uma queda mais consistente do indicador", afirmou.
A maior queda da semana foi registrada pela batata, cujo preço médio recuou 16,10%, passando para R$ 6,68 o quilo.
De acordo com o IPF-MT, o recuo está relacionado ao avanço da colheita da safra, que ampliou a oferta do produto e reduziu os preços ao consumidor pela quinta semana consecutiva.
Mesmo assim, a batata continua significativamente mais cara do que há um ano, acumulando alta de 86,13% em relação ao mesmo período de 2025.
O tomate também apresentou forte redução.
Com maior produtividade nas principais regiões produtoras e demanda enfraquecida, o preço médio caiu 12,50%, chegando a R$ 6,69 o quilo.
Diferentemente da batata, o tomate já está mais barato do que no ano passado, acumulando retração de 21,35% no comparativo anual.
Outro produto que contribuiu para aliviar o custo da alimentação foi o açúcar.
O item registrou queda semanal de 1,97%, reduzindo o preço médio para R$ 1,66 o quilo.
Segundo a Fecomércio, a elevada oferta e os estoques elevados ajudaram a pressionar os preços para baixo.
Na comparação com julho de 2025, o açúcar acumula redução de 54,75%, uma das maiores entre os produtos monitorados.
Para Sebastião Gonçalves, o comportamento dos alimentos in natura continua sendo determinante para a redução do custo da cesta básica.
"O avanço das colheitas e a maior oferta de hortifrutigranjeiros continuam favorecendo o processo de acomodação dos preços, compensando as altas pontuais registradas em outros produtos da cesta básica", avaliou.
Embora o custo dos alimentos continue acima do observado há um ano, a sequência de quedas nas últimas semanas representa um alívio para o orçamento das famílias cuiabanas, especialmente diante da desaceleração dos preços dos produtos que mais pesam nas compras do dia a dia.

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