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Economia
Segunda - 07 de Dezembro de 2009 às 12:30

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Depois de uma estratégia agressiva de crescimento das operações de crédito em 2009, que deverá ter continuidade em 2010, o Banco do Brasil quer agora reforçar o caixa e aumentar o nível de capital no próximo ano.

"Tivemos um movimento muito forte de aquisições e alavancagem em crédito neste ano, o que deixou nossa estrutura de capital mais apertada", disse o presidente do BB, Ademir Bendine.

De acordo com ele, apesar de "não ser a estrutura que o banco gostaria", ela ainda permite que o banco continue crescendo em 2010, com espaço para aumentar as operações de crédito em R$ 100 bilhões.

Apesar disso, o índice de Basileia (limite mínimo de capital para garantir empréstimos) do BB está hoje em 13,9%, acima do piso de 11% exigido pelo BC mas abaixo dos principais concorrentes, que estão em torno de 15%. E o banco quer voltar a esses patamares.

A estratégia deve incluir, segundo Bendine e o vice-presidente de Finanças, Ivan Monteiro, uma oferta de ações no mercado brasileiro, que pode ser primária e/ou secundária. Na semana passada, o BB anunciou que estuda junto ao Tesouro (o seu principal acionista) uma operação para aumentar o percentual de ações em "free float" (em circulação no mercado) para 25% --hoje o índice é de 21,7%.

De acordo com Monteiro, os principais vendedores na oferta secundária, caso ela ocorra, serão Tesouro --com 66% dos papéis-- e BNDESPar, com cerca de 2%, já que a Previ, que detém 10% do capital, afirmou que não tem interesse na operação.

Além disso, a estratégia deve incluir ainda a emissão de novas tranches de dívida subordinada e pode ter também novas emissões de bônus no mercado. Monteiro lembrou que quando o BB lançou bônus perpétuos no mercado externo, em outubro, a demanda pelos papéis chegou a US$ 14,5 bilhões, sendo que foram emitidos apenas US$ 1,5 bilhão.

"Existe um apetite muito grande por papéis do banco", disse ele, ressaltando a procura por títulos com vencimento de cinco e dez anos.

Na semana passada, o Banco do Brasil lançou ADRs (American Depositary Receipts, recibo de empresa estrangeira negociado nos EUA) de nível 1 no mercado acionário norte-americano.

"Com esse movimento, ganhamos mais visibilidade no mercado internacional e aumentamos nossa liquidez", afirmou Bendine.





Fonte: Folha Online

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