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Economia
Sábado - 07 de Novembro de 2009 às 12:18
Por: Juliana Michaela

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A indústria mato-grossense cresceu 149% e a economia no estado 124% em um perí­odo de sete anos (2002 a 2008), segundo estudo elaborado pela assessoria Econômica da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt). Para acompanhar o crescimento com profissionais capacitados, o Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai-MT) disponibilizou R$ 124,9 milhões, o que representa um crescimento de 288%.

Além dos investimentos na própria instituição que foi de 340%, ou seja, modernização, novos equipamentos, novas sedes, entre outros. Neste final de semana, o Olhar Direto publica uma série de reportagens sobre a educação profissional em Mato Grosso.

Em sete anos foram capacitados nas 13 unidades operacionais espalhadas em Mato Grosso cerca de 164 mil pessoas nas áreas de gestão, alimentos e bebidas, construção civil, segurança no trabalho, tecnologia da informação, metalmecânica, eletroeletrônica, têxtil e vestuário, automotiva, energia, couro e calçados, entre outros.

Para o presidente da Fiemt e presidente do Conselho Regional do Senai, Mauro Mendes Ferreira, Mato Grosso tem uma oportunidade de continuar um processo de crescimento industrial que foi alicerçado no agronegócio. Mendes destaca que existem indústrias de software, metalmecânica e alimentí­cia que estão se fortalecendo. Outro setor é a construção civil que nos próximos anos com a Copa de 2014 estará aquecido.

“A indústria vai continuar crescendo mais forte que o próprio estado. Trabalhamos com projeção de 8% ao ano de crescimento para os próximos cinco anos. Mas para que isso aconteça existem alguns desafios que devem ser vencidos, como por exemplo, a log�­stica. Outro desafio é a qualidade da mão de obra que demanda tempo e investimento”, ressalta Mendes. Ele esclarece que o estado tem crescido economicamente mais que média brasileira, inclusive as indústrias.

Mendes comenta que a polí­tica pública é outro fator que pode influenciar no crescimento do setor. “Tem uma eleição chegando. Pol�­ticas públicas sempre interferem positivamente ou negativamente. O governo tem um papel forte de influencia na carga tributária e na confiança do empresário para se fazer investimentos. O governo de Blairo Maggi criou um ambiente favorável a industria, por isso se desenvolveu”, fala o presidente da Fiemt.

O presidente da Fiemt relata que como empresário e diretor-presidente da Bimetal, já contratou alunos do curso de soldador do Senai para atuar em sua empresa. “Um trabalhador qualificado tem uma visão mais abrangente dos procedimentos de sua profissão e compreende melhor”, comenta.

O coordenador da Unidade de Desenvolvimento em Educação Inicial e Continuada (Uede) do Senai-MT, Mauro Fernandes, ressalta os investimentos de R$ 21 milhões que foram feitos na instituição. “Inauguramos a Escola da Construção Civil que é referência nacional, pois possui cursos com aulas práticas e teóricas; realizamos a modernização nas unidades de Rondonópolis, Sinop, Várzea Grande e Cuiabá e implantamos o Programa Indústria em Ação que conta com o apoio do governo do estado”, destaca Fernandes.

Senai terá um Centro Profissional na Bolí­via

O Senai-MT juntamente com o Senai-MT integram um projeto de cooperação técnica estabelecido entre Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Bolí­via para implantação de um centro de formação profissional na Bolí­via. A instituição foi convidada a participar da iniciativa por causa da experiência do Senai em outros pa�­ses como Angola, Timor Leste, Cabo Verde, Paraguai e Guiné-Bissau. Segundo Mauro Fernandes os investimentos para a implantação de um centro profissional em La Paz (Bol�­via) serão altos e a cooperação técnica pode iniciar já em 2010.

No Brasil com cursos gratuitos e pagos, o Senai existe desde 1942 e qualificou cerca de 48 milhões de brasileiros para o mercado de trabalho. Um de seus alunos mais ilustres é um formando do ano de 1962 no curso de torneiro mecânico. Após 41 anos, ele se tornou o 39º presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apenas 13% da população brasileira completa o ensino médio

A perspectiva de que a economia do paí­s possa crescer a partir do próximo ano entre 5% e 6% vai agravar a carência de profissionalização no mercado de trabalho, segundo avaliação feita pelo professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Cláudio Salm. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela Agencia Brasil.

A educação profissionalizante é essencial para o crescimento do pa�­s e a melhoria nas condições de vida. Segundo dados da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (Mec), dos 183 milhões de brasileiros 13% completaram o ensino médio (antigo segundo grau). Desse total, 4% têm entre 15 anos ou mais de estudo. Da faixa etária de 15 a 17 anos, 17,5% da população está fora da escola. Dos 27 milhões de jovens entre 18 e 25 anos de idade, 30% têm menos de oito anos de escolaridade. Entre eles, 25% não frequentam escola. Dos 125 milhões de brasileiros que têm idade para o trabalho, 10 milhões são analfabetos ou subescolarizados.

Para mudar esse panorama, o Ministério da Educação está investindo R$ 1,1 bilhão na expansão na rede federal de educação profissional tecnológica. Até o final de 2010 estará funcionando no pa�­s 354 escolas profissionalizantes. Em Mato Grosso, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMT) inicia as atividades com 10 campus, sendo que quatro ainda estão em processo de implantação. A atuação do IFMT é no ensino médio integrado, nos cursos tecnólogos e nos cursos de licenciaturas.





Fonte: Olhar Direto

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