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Meio Ambiente
Sexta - 07 de Agosto de 2009 às 11:35
Por: Maria Barbant

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O tempo em Mato Grosso continua claro e estável e, segundo a previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a época seca esse ano tem apresentado temperaturas acima da média, além da já esperada baixa umidade do ar.

Esta semana, a umidade chegou aos 15% em cidades da porção Leste e Sudeste do estado. Até este sábado (08.08), praticamente todo estado estará sujeito a faixa de alerta, que indica umidade entre 20% e 12%. Entretanto, a previsão de chegada de uma frente fria no domingo (09.08), trazendo chuva para o centro-sul do estado, afasta temporariamente o risco da umidade ficar abaixo de 12% e configurar situação de emergência.

Friagens, como a que ocorreu no final de julho, abaixaram os termômetros em até 10ºC durante as passagens dos fenômenos e aliviaram o calor na baixada cuiabana e no pantanal durante o último mês, deixando a temperatura média ligeiramente abaixo da climatologia. Porém, no restante do estado, sobretudo no norte, a temperatura média de julho subiu quase 2ºC. Tempo quente e baixa umidade ainda perduram no mês de agosto, já em setembro as chuvas iniciam aos poucos, diminuindo a seca.

FOCOS DE CALOR - A atual combinação climática favorece a queima da vegetação e, assim, os focos de calor se alastram. Levando-se em conta os registros de todos os satélites, de 1 a 31 de julho foram 5.304 focos no Mato Grosso. O número é inferior ao registrado em 2008, quando foram registrados 6.843 focos, mas ainda preocupante. No mesmo período desse ano Rondônia teve 149 focos de calor, enquanto o Acre apresentou somente 10.

Além de prejudiciais ao meio ambiente, os gases eliminados pelas queimadas interferem na saúde humana. Nessa semana, pela leitura dos satélites realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a concentração de monóxido de carbono já apresenta níveis críticos no centro-norte do Mato Grosso, coincidindo com a presença das queimadas.

A fumaça compromete a qualidade do ar no estado e também em Rondônia, onde chega carregada pelo vento. E os danos não páram por aí. Dependendo da quantidade e das condições das massas, o ar contaminado pode chegar aos Andes, descendo até a Argentina.

(Com Assessoria do Sipam)





Fonte: Assessoria/Sema-MT

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