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Economia
Terça - 11 de Novembro de 2008 às 15:46

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Profissionais e empresas que atuam no ramo de comercialização e aluguel de imóveis em Mato Grosso não foram atingidos pela crise financeira internacional. A avaliação é dos diretores do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, da 19ª. Região (Creci/MT). Segundo o presidente da autarquia federal no Estado, Carlos Alberto Lúcio da Silva, o segmento não sofre os reflexos da crise por ser menos sensível às oscilações econômicas e devido às garantias dos bancos oficiais e privados de manutenção das linhas de financiamento e das taxas de juros para o setor imobiliário.

“Boa parte da população busca no imóvel uma proteção em momentos de crise, uma preservação de patrimônio. Ninguém pode abrir mão de um imóvel para morar ou trabalhar mesmo em momentos de instabilidade econômica. Então, dificilmente um investidor vai ficar com um imóvel fechado por falta de demanda. Todo imóvel que chega às imobiliárias é alugado rapidamente”, assegura Carlos Alberto.

O diretor de integração regional do Conselho Federal e do Creci, Ruy Pinheiro, ressalta que o receio dos mato-grossenses em confiar seu dinheiro às aplicações bancárias, bolsa de valores e transações com moedas estrangeiras, traduz-se diretamente em investimento em imóveis. “As pessoas voltam a perceber que o imóvel é um excelente investimento de médio e longo prazo devido à seguridade deste tipo de negócio”.

Segundo ele, também não existe motivo para os compradores adiarem a aquisição de imóveis novos, especialmente quando a Caixa Econômica Federal e outros bancos mantêm as linhas de crédito e taxas de juros atraentes. “As empresas do setor de construção afetadas diretamente pela crise foram somente aquelas de capital aberto, com ações na Bolsa de Valores de São Paulo. São poucas. No mercado, temos grande oferta de empreendimentos de empresas sólidas, que não abriram seu capital e que, portanto, não estão sujeitas aos sobressaltos das oscilações da bolsa. Há ainda aquelas que investem em capital próprio e não dependem do investidor para tocar a obra”.

Pinheiro sugere ao investidor que queira recuperar as perdas acumuladas no mercado de capitais, a aplicação em imóveis residenciais e comerciais, em bairros emergentes. Nesse caso, o comprador deve optar por um imóvel que ofereça a rentabilidade compatível com as expectativas. “Minha primeira recomendação a quem pretende investir em imóveis é buscar o auxílio de um corretor ou empresa, credenciado ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis, para identificar o melhor negócio. São cuidados que o cliente deve tomar, independentemente das situações de crise”, frisa.

A Caixa Econômica Federal divulgou hoje (14) que a meta de R$ 20,4 bilhões de operações de crédito para a área habitacional, neste ano, pode ser ultrapassada. Somente no primeiro semestre deste ano, foram contratados financiamentos para o setor no valor de R$ 9,1 bilhões, ou 34% a mais que no primeiro semestre de 2007. O destaque foram os programas que utilizam recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no total de R$ 5,237 bilhões, e ainda R$ 3,472 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

De 1º de julho até ontem (13), foram contratados mais R$ 3,075 bilhões em financiamentos de moradias. Isso eleva o total de financiamentos habitacionais no ano para R$ 12,190 bilhões e sinaliza que a meta de R$ 20,4 bilhões de operações de crédito no setor, neste ano, pode ser ultrapassada. Conforme a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, “não faltarão recursos para o financiamento de moradias”.





Fonte: 24 Horas News

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